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Três objetivos a se considerar em projetos de internet das coisas

O mercado de Internet das Coisas no Brasil deverá quase quadruplicar de tamanho num período que compreende 2017 a 2023, em termos de unidades de coisas conectadas, segundo Renato Pasquini, diretor de pesquisa e consultoria da Frost & Sullivan. “Este é certamente um dos mercados mais promissores na área de tecnologias da informação e comunicação, pois ajuda empresas de diversos setores não apenas a reduzirem custos e geraram maior produtividade, mas também a desenvolverem novos modelos de negócios e melhorarem o relacionamento com o cliente,” reforça executivo.

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No entanto, os projetos de IoT devem ser precedidos de um planejamento de negócio, para que os investimentos não ocorram apenas porque a tecnologia está em evidência no mercado, mas para que as empresas consigam extrair informação dos equipamentos conectados e utilizem-nas para alterar processos e ganhar competitividade.

Carlos Tunes, diretor de IoT IBM, lista três objetivos a serem considerados em projetos de internet das coisas que promovam a transformação digital: o ganho de eficiência operacional pela corporação, o que consequente leva à redução de custos operacionais; melhoria no relacionamento com cliente; e a inovação, que pode ser combinada com os dois primeiros ou ser uma terceira via.

Ele explica que a IBM atua pesadamente no exercício de garantir que, independente do sensor, a empresa consiga extrair informações e compartilhar uma visão analítica dos dados gerados pelos equipamentos conectados. “A integração das soluções de IoT com a plataforma Watson não é por acaso. Queremos ofertar capacidade de extração e tratamento de informações”, diz.

Em nível de maturidade dos projetos de IoT no Brasil, o executivo considera que há empresas investindo em inovação pelos três motivos indicados como essenciais para o sucesso de novas iniciativas. “Acho que o Brasil tem bons exemplos nas três linhas. Na questão de melhorar a experiência do cliente, a gente vê diversas empresas dos setores de finanças e varejo. Outro segmento que vem rapidamente ganhando espaço nesta frente é a área de healthcare, que não só precisa ter os gadgets de saúde, mas deve pensar em como esta nova tecnologia interfere no modelo de negócios e na relação com o cliente”, indica.

Segundo ele, alguns planos de saúde, por exemplo, que já identificaram que é mais produtivo e menos custoso tratar a saúde mais proativamente do que automatizar a intervenção médica ou localizar o melhor médico quando se tem um problema. Tunes também cita o setor de manufatura como diferencial de investimento em projetos de IoT analítico e que, com isto, registra ganhos de desempenho operacional e reduz custos.

Como inovação para este setor, o executivo cita a integração de IoT, analytics e blockchain. “Esta combinação vai turbinar as transações em um espaço muito curto de tempo. A gente fala muito de blockchain nos processos financeiros, autenticidade, mas o debate ainda está restrito ao level de blockchain. No momento em que consideramos que podemos tirar este sistema e colocar um IoT com todas as regras de segurança e inteligência artificial para ser o autenticador do blockchain, haverá grande expansão de blockchain”, aponta.

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