Após recente aquisição da ETML, a empresa passa a ofertar serviços de telefonia fixa, banda larga e VoIP. O foco da companhia será pequenas e médias organizações. A partir do próximo semestre será lançado o serviço de PABX virtual, que absorve todas as funcionalidades de um PABX convencional e pode ser vendido na forma de serviço.
Depois de anunciar a aquisição da ETML, prestadora de serviços STFC (Serviço de Telefonia Fixo Comutado), a Trinnphone, que faz parte do grupo IdeasNet, tem metas ambiciosas para os próximos quatro anos: faturar R$ 100 milhões. O mercado alvo é o de pequenas e médias empresas.
A recente compra da ETML, anunciada semana passada, coloca a Trinnphone como operadora híbrida: poderá ofertar tanto telefonia fixa quanto VoIP. A negociação entre as empresas já vinha acontecendo há um ano. “A IdeasNet comprou toda a infra-estrutura, licença e portfólio da ETML”, explica Vinicius van der Put, CEO da Trinnphone.
No entanto, segundo o executivo, 70% dos negócios da empresa serão direcionados para os serviços de telefonia fixa e banda larga (que passa a englobar o portfólio). A estratégia é realizar vendas em formato de combo: telefone (duas linhas) e internet (a partir de 600k) por preço inicial de R$ 190.
“O VoIP não concorrerá diretamente com telefonia fixa. Esperamos que haja um crescimento significativo nesse serviço, mas não temos como precisar o quanto”, diz. Put informa que a atuação da empresa se manterá nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Macaé. O número atual de usuários está em 10 mil e os planos da companhia são de chegar a 30 mil até dezembro.
De acordo com o executivo, o nome da Trinnphone será mantido. Com a aquisição, a empresa começa o ano com faturamento de R$ 10 milhões e estimativa de chegar a R$ 15 milhões ainda em 2008. O primeiro investimento, da ordem de R$ 5 milhões, será para a implantação de rede de próxima geração (sigla em inglês NGN).A partir do próximo semestre a Trinnphone lançará o serviço de PABX virtual, levando as funcionalidades de um PABX convencional (chamada a ramal, transferência, conferência, URA, siga-me, etc.) para linhas fixas e/ou voip sem que o aparelho exista fisicamente no cliente. “Com isso, ele (consumidor) poderá comprar os dois serviços: VoIP, em casa, e telefonia fixa no escritório”, explica Put.

