IPTV

TV ‘não linear’ no Brasil terá 35% do share de TV paga até 2017

Usuários começam a cortar o ‘cordão umbilical’ da TV linear e consumir mais conteúdo online.

Um estudo divulgado pela Frost & Sullivan sobre o mercado de serviços de TV Paga não-linear e de vídeos online afirma que o segmento ainda é pouco significativo no Brasil, embora atraia cada vez mais usuários devido à facilidade do streaming e preços mais acessíveis.

Acordo facilita acesso de pequenos provedores à solução de TV por assinatura

Segundo a empresa de pesquisa, o Brasil está entre os países que mais crescem em consumo de vídeos online, com taxas maiores que Reino Unido e EUA, um exemplo da mudança rápida no comportamento do brasileiro com o consumo de conteúdo, um movimento que não está mais restrito à faixa etária.

A expectativa da companhia é que, em 2017, 35% das receitas de TV paga no Brasil venham de serviços não-lineares. A exemplo de provedores como a Globosat, criando suas próprias soluções como o Muu e Telecine Play, as operadoras de TV também já lançaram seus OTTs, como o Vivo Play, ClaroVideo, SKY Online entre outros.

‘’A melhoria da qualidade da banda larga, com grandes investimentos em fibra óptica ocorrendo no último ano no país, mostra-se um grande condutor de serviços OTT e de aplicações interativas para a TV’’, avalia Carolina Teixeira, consultora de telecomunicações.  Segundo o estudo FTTH in Latin America  conduzido pela companhia, o Brasil terá 1,3 milhão de usuários de fibra até 2017 e 22.6 milhões de acessos 4G. ‘’Além disso, vivemos uma fase de explosão para dispositivos conectados e inteligentes, como SmartTVs e equipamentos de streaming como a AppleTV e inúmeros que surgem no mercado a todo momento, como set-top boxes da Roku, Cisco e outros,’’ adiciona.

A proximidade dos eventos esportivos, como a Copa do Mundo e Olimpíadas aumenta a expectativa de vendas de equipamentos como TVs conectadas, tablets e smartphones, que permitem consumir consumo de conteúdo online. A expectativa é que o crescimento de Tablets no Brasil entre 2012 e 2014 seja de 80%, segundo a Frost & Sullivan.

Oportunidades

A companhia estima que globalmente os gastos publicitários com vídeo online em 2014 cheguem a US$ 50.6 bilhões, tendência que deve se acontecer também no Brasil, onde serviços de streaming como o Netflix apresentam crescimento. A fabricante de TVs japonesa Sony, por exemplo, já divulgou estudos que mostram que os aplicativos do Youtube e do Netflix são os favoritos nas SmartTVs.

A consultora acredita que ainda há espaço para crescer e muitas oportunidades. No entanto, já existe um ambiente competitivo neste mercado, além de uma ameaça às operadoras de TV paga linear. Os chamados “cord-cutters”, os usuários que cortaram o “cordão umbilical” da TV paga linear e passaram a consumir conteúdo online, via a assinatura de alguma solução over-the-top, estão crescendo nos EUA e não deve demorar até se tornar uma tendência no Brasil, analisa a companhia.

“Contudo, ainda existem fatores importantes para essa massificação no território brasileiro, como a qualidade das redes de banda larga, onde a velocidade média ainda é muito baixa, a qual influencia a qualidade dos streamings e na satisfação do usuário, além de mais interatividade e integração, via mídias sociais e outros canais”, conclui Carolina.

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