Índice chega a 66% na Índia, revela estudo.
A Fortinet divulgou uma pesquisa global que revela a extensão do desafio apresentado para os sistemas de TI corporativos pelos usuários BYOD (do inglês “traga seu próprio dispositivo”). A pesquisa descreve o baixo grau de consideração dos funcionários quanto à segurança, incluindo o fato de que mais de um em cada três infringiriam políticas de segurança da empresa.
No geral, os resultados enfatizaram a urgência na qual as empresas devem desenvolver estratégias de segurança para proteger e gerenciar com êxito a atividade BYOD. A pesquisa, conduzida globalmente durante maio e junho de 2012, perguntou para mais de 3800 funcionários ativos sobre suas perspectivas em relação ao BYOD, o impacto no ambiente de trabalho e as abordagens em relação à segurança de TI corporativa e pessoal.
Entre os entrevistados, o BYOD é comprovadamente uma prática predominante. Quase três quartos (74%) deles o fazem regularmente. Além disso, 55% dos entrevistados veem o uso de seus dispositivos no trabalho como um direito, não como privilégio.
Da perspectiva do usuário, o impulsionador primário do BYOD é o acesso constante as aplicações preferidas, especialmente redes sociais e comunicações privadas. A dependência das comunicações pessoais é forte com 35% dos entrevistados admitindo que não poderiam ficar um dia sem acessar as redes sociais e 47% incapazes de durar um dia sem SMS.
Riscos
A primeira geração de trabalhadores BYOD entende os riscos apresentados para suas organizações. Cerca de 42% da amostra da pesquisa acredita que a possível perda de dados e a exposição à ameaças maliciosas de TI são riscos dominantes. Entretanto, para a preocupação dos departamentos de TI, a consciência do risco não impede que esses trabalhadores contornem as políticas corporativas.
Mais de um terço dos entrevistados (36%) admitiram que desobedeceriam ou já desobedecem uma política corporativa que bane o uso dos dispositivos individuais para fins de trabalho. Dos 15 países entrevistados, os números são mais elevados na Índia, onde 66% admitiram que transgrediram ou já transgridem a política.
Quando questionados sobre as políticas que banem o uso de aplicações não aprovadas, os números continuam aproximadamente os mesmos, com 30% dos entrevistados admitindo que violaram ou violam a política. O risco para as empresas das aplicações não autorizadas parece que tende a crescer. Realmente, 69% dos entrevistados confirmaram que estão interessados usar dispositivos pessoais.
Resistência
A maioria (66%) dos entrevistados se considera – e não a empresa – responsável pela segurança dos dispositivos pessoais que eles usam para fins de trabalho. Isto é três vezes o número que acredita que a responsabilidade essencialmente está com seus empregadores (22%).
“A pesquisa revela claramente o grande desafio enfrentado pelas organizações para reconciliar a segurança e a BYOD”, diz Patrice Perche, vice-presidente internacional de vendas internacionais e suporte para a Fortinet. “Enquanto os usuários querem e esperam poder usar seus próprios dispositivos para o trabalho, a maioria para conveniência pessoal, eles não querem entregar a responsabilidade de segurança dos seus próprios dispositivos para a organização”
Para Perche, as organizações devem recuperar o controle de sua infraestrutura de TI ao proteger fortemente tanto o acesso de entrada e quanto de saída da rede corporativa e não apenas implementar o gerenciamento de dispositivos móveis ou MDM. “As organizações não podem depender de uma única tecnologia para abordar os desafios de segurança da BYOD. A estratégia de segurança de rede mais eficaz requer controle granular sobre os usuários e aplicações, não apenas sobre os dispositivos”, pondera o executivo.

