A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que conta com mais de 10 mil alunos e cerca de 900 colaboradores entre professores e staff administrativo, precisou expandir sua infraestrutura tecnológica para acompanhar o ritmo de crescimento da instituição. No meio desse processo, foram identificadas vulnerabilidades relevantes no ambiente e a Unicap precisou revisar toda a sua arquitetura de rede.
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A situação exigiu uma atuação coordenada entre a Universidade e a Teletex, com a criação de uma “sala de guerra” e a mobilização de um time multidisciplinar, envolvendo especialistas em infraestrutura, data center, redes e segurança. Mais do que restabelecer sistemas e validar backups, o foco esteve em revisar a arquitetura, fortalecer as camadas de proteção e eliminar fragilidades identificadas, assegurando que o ambiente voltasse a operar com níveis mais elevados de segurança, resiliência e governança.
Como tudo começou
O ambiente demandava maior escalabilidade, reforço na mitigação de riscos operacionais e avanços consistentes em segurança da informação. Além disso, identificou-se a oportunidade de contar com parceiros que contribuíssem de forma ainda mais estratégica, com visão de longo prazo e foco em continuidade e resiliência do negócio.
A Teletex iniciou o relacionamento com a Unicap justamente pela modernização da infraestrutura enterprise, renovando ambientes críticos e assumindo a operação de NOC (Centro de Operações de Rede), com foco em rede, ativos e disponibilidade. Esse primeiro movimento já trouxe ganhos relevantes, como redução significativa de custos na aquisição de equipamentos e maior previsibilidade operacional. A partir daí, a segurança passou a ser construída de forma alinhada à estratégia de negócio, e não como um conjunto isolado de ferramentas.
O trabalho de segurança teve como base o framework SafeX, aplicado de forma agnóstica, sem vínculos com fabricantes ou produtos específicos. O foco foi entender o que realmente precisava ser protegido: dados, sistemas e processos que sustentam a operação acadêmica. A estratégia foi desenhada sob medida, priorizando aquilo que estava efetivamente exposto e que tinha valor direto para a instituição.
Segurança se tornou o pilar do projeto
A partir da restauração, a segurança deixou de ser projeto e passou a ser pilar estrutural. Foi implementado o primeiro SOC (Centro de Operações de Segurança) da história da Unicap, operado pela Teletex, trazendo monitoramento contínuo, resposta a incidentes e visibilidade total do ambiente. Em paralelo, foram avaliadas as lacunas críticas de acesso, identidade e proteção de borda, substituindo o uso de VPN por um modelo de acesso mais moderno, contextual e seguro.
A evolução seguiu com a adoção de capacidades como autenticação multifator, controle de acessos não autorizados, proteção de DNS, filtragem web e modelos de Zero Trust Network Access (ZTNA). Com isso, a universidade passou a proteger usuários mesmo fora do perímetro físico, garantindo segurança para o trabalho remoto e reduzindo drasticamente a superfície de ataque. A segurança passou a atuar de forma preventiva e preditiva.
Os resultados foram claros e mensuráveis. Em poucos meses, a maturidade em segurança da Unicap teve um incremento de 280%, o equivalente ao que não havia sido alcançado em mais de uma década. Mais do que números, o maior benefício foi a mudança de mentalidade: hoje, segurança é parte de qualquer novo projeto, há visibilidade em tempo real do ambiente, redução significativa de riscos em períodos críticos e maior tranquilidade para a gestão. Um caso que mostra, sem rodeios, que tecnologia bem aplicada não é custo — é condição para o futuro.
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