Na última quarta-feira (30/3), a blockchain Ronin Network (RON), que opera a criptomoeda Ethereum e foi desenvolvida para o game de NFTs Axie Infinity, sofreu um furto. Cerca de US$ 615 milhões em criptomoedas (algo em torno de R$ 3 bilhões na cotação do dólar do dia) foi roubado de seus sistemas.
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Segundo Oded Vanunu, head de pesquisa de vulnerabilidade de produtos da Check Point Software, esse tipo de roubo é interessante para ciber criminosos. “Graças ao anonimato inerente à tecnologia blockchain, ela representa um baixo risco e uma alta recompensa aos cibercriminosos. É por essa razão que vemos os atacantes multiplicarem seus esforços para explorar quaisquer vulnerabilidades que existam no ecossistema de blockchain”, diz.
Vanunu explica que a blockchain como tecnologia é descentralizada por design, tornando extremamente difícil a exploração de sua funcionalidade principal. “Mas, as empresas não podem correr o risco de se tornarem complacentes. Uma rede tão grande quanto a Ronin, que era a rede blockchain que alimentava o jogo Axe Infinity do desenvolvedor Sky Mavis, tinha apenas nove validadores”, conta ele.
Normalmente, uma rede desse tamanho deveria usar muito mais. “Ao comprometer apenas cinco deles, os atacantes conseguiram orquestrar um dos maiores roubos de criptomoedas até hoje, falsificando transações de NFTs.”
“Os nós de validação da ponte Ronin foram invadidos na quarta-feira, dia 23 de março, mas a Sky Mavis afirmou que só descobriu a violação quase uma semana depois, na terça-feira, dia 29 de março. O cibercriminoso usou senhas privadas hackeadas para falsificar duas transações de saque, resultando em um roubo de mais de US$ 600 milhões em criptomoedas”, conclui o especialista.
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