Segurança

Usuários brasileiros são alvo de novo malware financeiro que se camufla como “Google Protect”, alerta SonicWall

A SonicWall, fornecedora de segurança da informação, identificou um malware focado no roubo de informações de cartão de crédito de clientes de bancos brasileiros. Trata-se de um malware Android Banking que reuni recursos de spyware, ramsomware e RAT (Remoto Access Trojan). O malware foi descoberto pelos especialistas do SonicWall Capture Labs Threats, centro de pesquisas de ameaças de segurança que monitora milhões de pontos em todo o mundo.

Bancos brasileiros são alertados para se anteciparem contra malware de caixa eletrônico

A infecção começa quando o usuário faz o download de um aplicativo que se apresenta como um serviço “Google Protect”. Após instalar o app em seu dispositivo móvel e ativar seu funcionamento, o usuário, inadvertidamente, abre o acesso de criminosos digitais aos seus dados privados.

O foco em informações bancárias é confirmado porque o malware contém uma lista de apps bancários brasileiros codificados. Se o usuário do “Google Protect” clicar em um desses links, receberá uma notificação do que pensa ser seu banco ou sua operadora de cartão de crédito, dizendo: “Para sua segurança, solicitamos que você valide seus dados de acesso no aplicativo do Banco “X”. Se o usuário cair nesta armadilha e validar seus dados, ficará totalmente vulnerável ao roubo de seus dados bancários.

De acordo com a SonicWall, após a instalação, o aplicativo malicioso se camufla sob o disfarce do Google Play Protect. Ao clicar em “Activate Protection”, dentro do app falso, o usuário é redirecionado para a tela inicial do smartphone e o ícone do “Google Protect” desaparece. Porém, o malware continua a ser executado em segundo plano.

O malware se comunica com o servidor, começando por se registrar assim que infectar o dispositivo, passando informações como número de telefone, conta de e-mail do Gmail e modelo do dispositivo. Também há indícios no código que indicam que esse malware é capaz de extrair dados relacionados ao GPS do dispositivo e gravar áudio do microfone e salvar as gravações localmente (que podem depois ser filtradas).

Considerando que este malware contém habilidades para receber e executar comandos, existe a possibilidade de que esse malware possa permitir que o smartphone seja operado como um botnet para ataques de negação de serviço (DDoS). Além disso, o malware pode atuar como um RAT, executar phishing e extrair informações confidenciais, como um spyware. O malware também contém um componente de ransomware, mas não funcionou durante os testes da SonicWall.

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