Segurança

Vagas falsas distribuem malware: nova campanha norte-coreana mira devs

Hacker in dark neon lit underground HQ coding malware designed to exploit network backdoors, using tools to bypass security measures such as logins and password protections. handheld camera shot

Uma campanha atribuída ao grupo norte-coreano NICKEL ALLEY tem utilizado falsas oportunidades de emprego para distribuir malware e comprometer sistemas de desenvolvedores de software. A operação, analisada pela Sophos, combina engenharia social com o uso de plataformas legítimas para enganar profissionais do setor de tecnologia e induzi-los a executar códigos maliciosos em seus próprios ambientes de trabalho.

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O modelo de ataque simula processos seletivos reais. Os criminosos criam perfis falsos de empresas e recrutadores em redes como LinkedIn, além de manter repositórios no GitHub para hospedar códigos aparentemente legítimos. Durante as supostas entrevistas, candidatos são orientados a realizar testes técnicos que, na prática, funcionam como vetores de infecção.

Uma das técnicas utilizadas é conhecida como ClickFix. Nela, o candidato recebe instruções para executar comandos no próprio dispositivo sob o pretexto de corrigir erros em uma plataforma de avaliação. Esse processo leva à instalação do malware PyLangGhost, um trojan de acesso remoto capaz de executar comandos, exfiltrar dados e coletar credenciais, incluindo informações de carteiras de criptomoedas em navegadores.

Além disso, os atacantes exploram repositórios de código maliciosos disfarçados de projetos legítimos. Em alguns casos, desenvolvedores são induzidos a clonar esses repositórios e executar comandos como “npm install” e “npm start”, o que ativa a cadeia de infecção. Há também o uso de pacotes falsificados em ecossistemas como npm e manipulação de tarefas automatizadas em ambientes como Visual Studio Code para baixar e executar cargas maliciosas.

A infraestrutura da campanha é dinâmica e acompanha as iscas de engenharia social, com rápida criação e substituição de domínios e servidores. O grupo também adapta os payloads conforme o perfil da vítima e o ambiente comprometido, ampliando o alcance dos ataques.

Embora o roubo de criptomoedas seja um dos objetivos, a Sophos aponta que o acesso inicial pode ser explorado para comprometer cadeias de suprimentos de software ou realizar espionagem corporativa. O foco recorrente em desenvolvedores e profissionais de tecnologia, especialmente em áreas ligadas a finanças e Web3, amplia o risco para empresas.

A recomendação é monitorar a execução de comandos suspeitos, especialmente aqueles iniciados a partir de navegadores, além de observar atividades envolvendo ferramentas como PowerShell, curl e Node.js. Também é indicado reforçar políticas internas para validação de contatos de recrutamento e evitar a execução de códigos de origem desconhecida em ambientes corporativos.

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