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Varejo: Hipermercados, Alimentos, Bebidas e Fumo crescem 9,7%

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Setores impulsionam alta de 5% nas vendas do varejo em setembro no Brasil. Em contrapartida, nas principais economias do mundo os resultados ainda são negativos: nos Estados Unidos, as vendas caíram 5,72%.

As vendas do varejo brasileiro tiveram em setembro uma expansão de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com números divulgados pelo IBGE. Como tem ocorrido nos últimos meses, o segmento de Hiper, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo impulsionou o desempenho total do varejo, com uma alta de 9,7% nas vendas.

O setor vem crescendo nos últimos meses acima da média geral, por conta do aumento da massa salarial da população e pela baixa inflação. ”A expectativa é que o setor continue crescendo bem acima da média do varejo no período de Natal”, afirma Luiz Goes, sócio sênior e diretor da GS&MD – Gouvêa de Souza.

Enquanto o varejo brasileiro continua em um ritmo sólido de expansão, nas principais economias do mundo os resultados ainda são negativos: nos Estados Unidos, o varejo teve queda de 5,72% em setembro e de 7,77% no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2008, excluindo automóveis; já na zona do euro, o recuo foi de 3,6% no mês e de 2,7% no acumulado do ano, também na comparação com período equivalente de 20008.

No mercado brasileiro, as vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria avançaram 8,1% em setembro, um ritmo inferior aos 14% de agosto e os 14,2% de julho. O resultado, porém, é fortemente positivo, já que no ano o segmento acumula uma alta de 11,9% nas vendas.

Esse é o mesmo desempenho alcançado, de janeiro a setembro, por Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação, categoria que inclui celulares e computadores e vem sendo nos últimos anos um dos segmentos de maior crescimento. Em setembro, esse setor apresentou alta de 3,2% nas vendas, por conta da forte base de comparação. “Ainda existe espaço para crescimento dessas categorias, uma vez que o número de internautas longe da saturação e os usuários de telefonia celular vêm demandando novos serviços, mas a base de comparação faz com que o crescimento seja menos vistoso”, comenta Goes.

Entre os segmentos mais dependentes de crédito, as isenções fiscais influenciaram bastante os números de setembro. Em Móveis e eletrodomésticos, as vendas cresceram 1,5% sobre uma base de comparação bastante forte. “Embora no acumulado do ano o resultado seja ainda negativo em 1,2%, com a continuidade da redução do IPI para os produtos com baixo consumo de energia existe a expectativa do setor fechar 2009 nos mesmos níveis de vendas do ano passado, compensando o forte desaquecimento do primeiro trimestre”, explica Goes.

No varejo ampliado, as vendas cresceram 9,1% na comparação anual, levando o acumulado de uma expansão de 4,4% em relação aos primeiros nove meses do ano passado. O setor de Veículos e motos, partes e peças teve em setembro um crescimento de 18,9%, por conta do último mês de isenção de IPI para o setor. “Setembro foi o melhor mês da história do segmento, com a comercialização de 296 mil automóveis, segundo a Fenabrave, 16,7% mais que no ano passado. Com isso, já foram vendidos mais de 2,2 milhões de automóveis em 2009” , comenta Goes.

Material de Construção, porém, continua sua trajetória descendente, com queda de 8,2% em julho e de 8,5% no acumulado de 2009. Outra nota negativa no desempenho do varejo brasileiro foi o setor de Vestuário e Calçados, que apresentou uma queda de 6,6% nas vendas, contra recuo de 5,8% em agosto. “Isso vem ocorrendo porque a renda do consumidor vem sendo drenada para as compras de alimentos e para bens duráveis”, conclui Goes.

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