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Vazamento de dados de eleitores americanos evidencia necessidade de “educação” do usuário, diz CEO da Forcepoint

“O vazamento acidental de dados de 200 milhões de eleitores americanos é o mais recente exemplo de uma realidade preocupante e lamentável. Em sua grande maioria, as violações de dados são causadas não por hackers mal-intencionados, mas por erros de funcionários”, afirma Matt Moynahan, CEO da Forcepoint

Matt Moynahan, CEO da Forcepoint.

Uma falha no sistema de segurança de uma companhia de análise da dados contratada pelo Partido Republicano causou o vazamento de informações confidenciais de 198 milhões de eleitores norte-americanos. De acordo com as informações, a plataforma da Deep Root Analytics conta com nada menos que 1,1 TB de arquivos com nomes, etnia, data de nascimento, endereço, telefone e posicionamento político dos cidadãos.

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Segundo os relatórios, os dados também incluem opiniões que são utilizadas pelos partidos políticos para lançarem suas campanhas sobre assuntos polêmicos, como aborto, pesquisas com células-tronco e porte de armas. Para se ter dimensão da importância dos arquivos, em 2016 o Partido Republicano pagou cerca de US$ 1 milhão para ter aceso aos dados da Deep Root.

Em entrevista, Alex Lundry, fundador da companhia, assumiu a responsabilidade pela falha. Matt Moynahan, Forcepoint, reforma que as organizações podem proteger seus dados utilizando tecnologia no local ou baseada na nuvem, como no caso da Deep Root Analytics, “mas todas precisam equilibrar o aspecto de proteção da privacidade com o entendimento de como seus funcionários interagem com dados críticos comerciais e propriedade intelectual”.

Para Moynahan, elas deveriam levar em conta o aspecto humano e tomar medidas para impedir que esses comportamentos resultem em perda de dados importantes ou de propriedade intelectual. “Governos e empresas só terão um progresso sustentável contra esses tipos de violações se utilizarem uma mistura de tecnologias de segurança centradas no aspecto humano e políticas, mudanças de cultura e sistemas inteligentes que possam observar o comportamento cibernético e decifrar a intenção”, afirma.

 

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