A previsão é da Cisco, que investe no conceito de comunicações unificadas para ampliar mercado. Em 2007 a Cisco deve dobrar o número de aparelhos vendidos em 2006, que por sua vez já havia dobrado a quantidade comercializada em 2005”, explicou o executivo”, afirmou Fernando Lucato, desenvolvedor de novos negócios da Cisco, em evento organizado para clientes.
O mercado de telefonia IP no Brasil está em efervescência, como mostram os números apresentados pelos institutos de pesquisa especializados e os grandes fornecedores de soluções que atuam no País. Nesta quinta-feira, Fernando Lucato, desenvolvedor de novos negócios para o mercado de comunicações unificadas da Cisco Brasil, afirmou em evento voltado a clientes que em 2008 deve acontecer um ponto de inflexão no mercado brasileiro. Isso quer dizer que a venda de terminais telefônicos IP deve ultrapassar a de telefones convencionais no mercado corporativo.
“Em 2007 a Cisco deve dobrar o número de aparelhos vendidos em 2006, que por sua vez já havia dobrado a quantidade comercializada em 2005”, explicou o executivo.
Segundo Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil, este está sendo o ano da hiper disrupção tecnológica, ou seja, uma enorme quantidade de tecnologias finalmente chega às mãos dos usuários para mudar o jeito como as pessoas interagem no trabalho e na vida pessoal.
“É daí que vem o conceito de comunicações unificadas, que são suportadas por soluções como redes IP de dados, vídeo e voz, aliadas a aplicativos e mobilidade”, diz o especialista. Para ele, dentro desse cenário as empresas só conseguirão se manter competitivas se repensarem suas formas de comunicação internas e externas.
No entanto, apesar do grande interesse despertado entre as empresas pelo conceito, ainda há um caminho a ser percorrido. Por um lado, há os aceleradores para a adoção da nova tecnologia, entre eles o ganho de produtividade dos usuários finais, a crescente adoção da tecnologia VoIP pelas grandes empresas e o aumento da mobilidade de executivos e força de vendas. Por outro lado, há uma grande base instalada de sistemas proprietários de mensagem de voz que dificultam a migração, servidores de e-mail atuais que têm problemas para se integrarem com servidores de voz e fax, uma carência de cases de sucesso e preços ainda altos, apesar de declinantes.
Ainda segundo Mauro Peres, a penetração de soluções de telefonia IP na América Latina continua alta: em 2006, cerca de 35% das empresas pesquisadas já possuía a tecnologia, enquanto 39% tinham planos de adoção para 2007 e 2008. Também na região o IP já é a principal tecnologia utilizada pelas grandes empresas para conectar as redes locais de dados (34%). Em torno de 31% dos entrevistados tinham planos de adoção para este ano e o próximo.
Aproveitando as oportunidades
Para abordar esse crescente mercado, a CPM Braxis está desenvolvendo uma estratégia própria. Para a empresa, de maneira geral, as comunicações unificadas não são um produto que se vende para alguém, e sim um caminho irreversível que uma empresa decide trilhar. “Nossa estratégia tem sido enxergar o negócio do cliente, vendo como ele se relaciona com seu ecossitema e quais vão ser as mudanças pelas quais vão passar as relações que podem ser apoiadas pelo conceito”, explica Maurício Minas, vice-presidente sênior da CPM Braxis.
Segundo o executivo, a principal preocupação hoje é como fazer as comunidades interagirem. “Mas isso é só um pedaço, o que está por vir é algo muito maior”, afirma Minas. Na sua opinião, duas coisas vão mudar radicalmente forma de fazer negócios. A primeira delas é que a informação que vai ser importante será a não estruturada. “Saímos do modelo com informações corporativas em formato padrão, rodando em legados maduros, e passaremos a utilizar informação desestruturada que é capturada e devolvida nesse formato”.
Outro ponto importante para o executivo é que ainda não se sabe como muitas dessas novidades irão se comportar. “Por isso fazemos um processo de experimentação. Tentamos colocar um senso de realidade nisso e dizer a nossos clientes que podemos ajudá-los a trilhar certos caminhos”, finaliza.

