Já vendas no e-commerce aumentaram 4,2%, no comparativo com o mesmo período de 2014.
O SpendingPulse, relatório de vendas do comércio varejista brasileiro desenvolvido pela MasterCard Advisors, mostra que as vendas totais do varejo (exceto automóveis e materiais de construção) em fevereiro cairam 5,1%, quando comparado com o mesmo período do ano passado. O número está bem abaixo do crescimento de 0,9% dos últimos quatro meses, demonstrando a contínua diminuição no gasto dos consumidores.
As regiões Norte (-3,6%), Sul (-1,1%), Centro-oeste (-4,5%) e Sudeste (-7,6%) também apresentaram queda nas vendas, na análise comparativa com 2014. A região Nordeste (+2,4%) teve crescimento acima da média.
Dois setores, farmácia e artigos pessoais, apresentaram crescimento acima da média do varejo total, enquanto supermercados, combustíveis, materiais de construção, móveis e eletrônicos e vestuário ficaram abaixo da média de vendas.
Na contramão do setor, as vendas no e-commerce cresceram 4,2% em fevereiro no comparativo com o mesmo período do ano passado. As vendas on-line de móveis e vestuário cresceram acima da média, enquanto as vendas de eletrônicos ficaram abaixo do número de vendas totais.
Além do feriado de Carvanal em fevereiro, o mês teve um dia útil a menos do que em 2014, o que reduziu o crescimento do varejo neste ano. No entanto, o Índice de Confiança do Consumidor se mantém em queda, registrando uma redução de 4,9% em fevereiro, o que combinado com as pressões inflacionárias criam um ambiente hostil para as vendas.
Ainda que a taxa de inadimplência se mantenha estável, a concessão de crédito apresenta uma gradual desaceleração e o comprometimento da renda familiar se mantém em níveis altos, fatores que devem influenciar as vendas no varejo nos próximos meses. De acordo com Sarah Quinlan, vice-presidente sênior e diretora de Market Insights da MasterCard Advisors, “o cenário econômico geral irá influenciar negativamente a performance dos setores nos próximos meses e esperamos gastos mais moderados”.

