Segmento deve representar 9,2% do total de vendas online no país. No Brasil, índice está abaixo dos 2%.
O comércio móvel (m-commerce) nos Estados Unidos deve movimentar um montante de US$ 20,85 bilhões em 2012, acréscimo de 98,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo projeção divulgada pelo Internet Retailer. O valor representa 9,2% do e-commerce no país; em 2011, o m-commerce representava 5,4% das vendas online.
No Brasil, esse cenário tem aumentado, mesmo que timidamente. “O aumento do número de usuários de smartphones e a chegada da internet 4G apontam para o crescimento do m-commerce no Brasil”, afirma Fábio Barbosa, cofundador da MundiPagg, empresa especializada em soluções de pagamentos online. “Contudo, ainda estamos a um passo atrás de Estados Unidos e Europa, onde o hábito de comprar por dispositivos móveis já é mais comum”, completa.
Exemplo entre grandes empresas que começam a se voltar ao m-commerce, a Netshoes lançou sua loja mobile em outubro de 2011. Hoje, o canal responde por 2% das vendas da companhia e deve chegar a 4% nos próximos meses. Outro player a apostar no mobile commerce é o Pão de Açúcar, que há três meses lançou uma vitrine mobile que permite realizar compras pelo celular através da tecnologia QR Code.
Segundo levantamento realizado pelo e-bit, no mês de junho, do total de vendas online no Brasil, apenas 1,3% foram realizadas por meio de dispositivos móveis. No mesmo período de 2011, o indicador era de 0,3%. Outro estudo do Google, em parceria com o instituto Ipsos, revela que 31% dos usuários de smartphones já adquiriram um produto ou serviço usando seus dispositivos móveis. “Desde o início do ano observamos uma forte movimentação de grandes players do comércio eletrônico nacional, que investiram no desenvolvimento de aplicativos e websites dedicados ao usuário mobile”, finaliza Barbosa.
De acordo com o estudo do Internet Retailer, dez empresas serão responsáveis por 39,3% do m-commerce nos Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,19 bilhões.

