O comércio eletrônico brasileiro segue em expansão no Brasil. Ao analisar as vendas de fevereiro de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 52,95%. O faturamento do setor também registrou alta: 68,92%. Os dados são do índice MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust | Movimento Compre & Confie, em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net).
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Ainda que as vendas por e-commerce sigam em boom, ao comparar os meses de fevereiro e janeiro, variaram negativamente em (-11,53%). Em contrapartida, o acumulado dos últimos 12 meses teve expansão de 72,65%.
Na métrica de vendas por região, usando a base comparativa entre fevereiro de 2021 com o mesmo mês do ano anterior, a composição ficou da seguinte forma: Nordeste (84,22%), Norte (71,07%), Centro-Oeste (59,84%), Sul (52,37%) e Sudeste (46,16%). Os dados do acumulado dos últimos 12 meses foram: Nordeste (102,83%), Norte (93,10%), Centro-Oeste (80,71%), Sul (70,54%) e Sudeste (66,72%).
Seguindo a mesma tendência das vendas, o faturamento do e-commerce teve queda na comparação entre fevereiro e janeiro (-11,33%).
Por sua vez, a composição por região, fevereiro de 2021 ante o mesmo mês de 2020, foi da seguinte forma: Norte (101,41%), Nordeste (97,78%), Centro-Oeste (74,30%), Sul (64,89%) e Sudeste (61,39%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, os resultados foram: Nordeste (125,48%), Norte (124,05%), Centro-Oeste (100,09%), Sul (83,93%) e Sudeste (83,66%).
Participação do e-commerce no comércio varejista
O e-commerce representou 11% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção), em janeiro de 2021. No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 10%. Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 12 de março.
Em janeiro de 2021, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (42,2%), móveis e eletrodomésticos (26,6%); e tecidos, vestuário e calçados (11,1%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%), outros artigos de usos pessoal e doméstico (6,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,4%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.
Consumidores Online
Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de outubro a dezembro de 2020, 18,4% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma alta de 0,5 p.p em relação ao trimestre anterior (17,9%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (13,7%), houve crescimento de 4,7 p.p.
Metodologia do MCC-ENET
Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Neotrust | Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV.
Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pela Neotrust | Movimento Compre & Confie.
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