Consórcio vencedor da licitação do Gesac pretende reduzir de 14 para 9 meses o prazo de implementação das soluções para acesso à Internet em lugares remotos do país.
Além da implantação de serviços de banda larga em 12 mil pontos espalhados por todo o país, o consórcio vencedor da da licitação do Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão) irá fornecer serviços VoIP a um quarto desses locais, onde não há infra-estrutura instalada e a telefonia via IP irá substituir a convencional.
"O edital não especificava o tipo de conexão à Internet a ser utilizado, mas, por se tratarem de lugares isolados e de acesso remoto a melhor opção foi o satélite", explica a diretora executiva da Embratel para as regiões Norte e Centro-Oeste, Maria Teresa de Lima. A empresa é a líder do consórcio, que conta ainda com Telefônica, Brasil Telecom e Oi. Estão contempladas cerca de 4,2 mil municípios de todas as regiões brasileiras, e o valor da licitação é de R$ 3,3 milhões ao mês.
Basicamente, a atuação das empresas incluirá visitas preliminares para conhecer cada um dos lugares e a instalação de antena para captar o sinal dos satélites Star One C1 e C2 e do modem para conexão com a Internet. "A velocidade do acesso vai depender das demandas específicas, como por exemplo o número de usuários, e pode variar entre 256 Kbps e 8 Mbps", afirma a executiva. Cerca de 70% dos locais contemplados são escolas públicas, enquanto os outros 30% incluem comunidades indígenas, centros de cultura e órgãos federais, entre outros.
Além de prover serviço de Internet, a Embratel irá cuidar do gerenciamento das redes e da parte de segurança, cujas soluções do firewall serão fornecidas e administradas por ela. O prazo de instalação das soluções previsto no edital era de 14 meses, mas, segundo a diretora, o consórcio reconhece que o serviço é de utilidade pública e pretende reduzir o cronograma para nove meses.

