Operadora fatura R$ 980 milhões no ano passado e mantém os investimentos em soluções de voz sobre IP. Os serviços de próxima geração (NGS – VoIP, dados corporativos e banda larga) foram os que mais tiveram participação no faturamento, respondendo por por 23,4% da receita referente ao último quarter de 2007. TV via Internet também está no pacote para atrair clientes em 2008.
Os serviços de próxima geração (NGS – VoIP, dados corporativos e banda larga) foram os que mais tiveram participação no faturamento da GVT, operadora de telecomunicações. De acordo com dados divulgados pela companhia hoje, 15/01, esses produtos responderam por 23,4% da receita referente ao último trimestre de 2007, quando a companhia encerrou o ano com faturamento líquido de R$ 980,7 milhões.
Com cinco mil pontos de voz sobre IP, a linha de produtos representada pela marca Vono obteve um crescimento de 13,2% no quarto trimestre de 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo Alcides Troller Pinto, vice-presidente da Unidade de Negócios Varejo, os serviços de VoIP, não necessariamente da mesma linha, tendem a crescer ainda mais este ano, visto que recentemente a GVT lançou o Vox NG e trará ao mercado no próximo mês o Vox IP, ambos direcionados ao segmento corporativo.
No caso do Vox NG, solução que permite a realização de ligações por telefonia IP, mas sem a necessidade de troca de equipamentos (a conversão é realizada na central da GVT), a empresa conta hoje com 10 clientes instalados, mas a meta para este ano é chegar a uma carteira de 500 novos clientes. A companhia tem percebido uma crescente adesão do governo a essa solução. “Temos sido procurados por algumas prefeituras. Hoje já fechamos contrato com Gravataí, Bento Gonçalves, Via Mão (todas no Rio Grande do Sul) e Toledo (Paraná)”, comenta Leonardo Queiroz, vice-presidente de Negócios Corporativos.
Já no caso do segundo produto, o Vox IP, previsto para fevereiro, será necessário a troca dos equipamentos. Entretanto, de acordo com Queiroz, o investimento não será realizado diretamente pela contratante, que terá acesso a um combo (produto e serviço).
“No último ano, a GVT tem mudado a sua posição de entrega de serviços. Deixamos de pensar e agir apenas como operadora e estamos partindo como integradora também. Assim, no momento em que um cliente compra um produto nosso, cuidamos para que o atendimento seja redundante”, afirma.
E para complementar a linha de produtos IP, até o próximo semestre a companhia deve começar a trabalhar com IPTV. Troller Pinto comenta que este mês foi aberta uma RFP (solicitação para proposta) e que os fornecedores interessados em participar de licitação têm até o dia 25 próximo para a entregar a proposta.
O produto ofertado será em VOD (video on demand). Este fornecedor, que será definido provavelmente em março, deverá preparar a plataforma da GVT e a entrega dos equipamentos nas residências dos usuários.

