A Armis, empresa de segurança corporativa, encontrou uma vulnerabilidade em produtos da Cisco, como telefones IP, câmeras de web e switches, que permite aos invasores romper segmentação de rede e interceptar dados ou mesmo se infiltrar em outras camadas da rede. A falha também permite que os equipamentos sejam controlados e possam ser desligados ou que façam ações abusivas, como vigiar os usuários.
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As falhas estão na implementação de um mecanismo conhecido como Cisco Discovery Protocol (CDP), que permite que os produtos da Cisco transmitam suas identidades entre si em uma rede privada. O CDP faz parte da “Camada 2” de uma rede, que estabelece o link de dados fundamental entre os dispositivos de rede. Todos os dispositivos usam algum tipo de mecanismo de transmissão de identidade, mas o CDP é a versão proprietária da Cisco.
Ainda segundo a Armis, para explorar os bugs, os invasores precisariam primeiro de uma posição dentro da rede de um alvo, mas a partir daí eles poderiam se espalhar rapidamente, comprometendo um dispositivo vulnerável da Cisco após o outro para se aprofundar no sistema. E uma vez que os invasores controlassem um switch ou roteador, eles poderiam começar a interceptar dados de rede não criptografados, como arquivos e algumas comunicações, ou acessar o “diretório ativo” de uma empresa, que gerencia a autenticação de usuários e dispositivos.
As vulnerabilidades haviam sido descobertas pela Armis em agosto e enviadas à Cisco. A companhia já lançou patches de atualização para corrigir a falha. A vulnerabilidade era um risco porque a própria Cisco aposta na segmentação de rede para combater ameaças de segurança que abrangem a Internet das Coisas (IoT). A Cisco diz que não sabe se as vulnerabilidades foram usadas de forma maliciosa.
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