A Cisco afirma que, na era da inteligência artificial, os investimentos em redes sem fio deixaram de ser apenas uma decisão de infraestrutura para se tornarem um vetor direto de geração de valor para o negócio. Em seu primeiro relatório “State of Wireless”, a companhia aponta que o Wi-Fi evoluiu para um motor estratégico de crescimento, capaz de ampliar produtividade, engajamento de clientes e receitas a partir de um único ciclo de investimento.
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O estudo, baseado em mais de 6 mil profissionais de redes ao redor do mundo, indica que as organizações estão em um ponto de inflexão na demanda por conectividade, impulsionada pela expansão da IA, da Internet das Coisas (IoT) e de aplicações de alta largura de banda, como streaming em 4K e experiências imersivas. Nesse cenário, quatro em cada cinco empresas elevaram seus aportes em redes sem fio nos últimos cinco anos, e a maioria projeta continuidade desse movimento no médio prazo.
Segundo o levantamento, empresas que adotam uma abordagem estratégica para o wireless já capturam um efeito multiplicador nos resultados. No Brasil, a maioria das organizações relata ganhos relevantes em eficiência operacional e produtividade, além de aumento no engajamento de clientes e impacto positivo direto na receita.
A Cisco destaca, no entanto, a existência de um “paradoxo da IA” nas redes sem fio. Ao mesmo tempo em que a inteligência artificial impulsiona o retorno sobre investimento, também amplia desafios ligados à complexidade operacional, riscos de segurança e escassez de talentos especializados. A forma como as empresas lidam com essa equação determina se a tecnologia se tornará um diferencial competitivo ou uma barreira.
De acordo com o relatório, organizações que conseguem integrar automação baseada em IA, práticas modernas de segurança e expertise técnica têm até quatro vezes mais chances de obter retornos robustos com suas redes wireless. A automação, em particular, surge como elemento central para essa equação, com potencial de liberar mais de 850 horas por profissional de TI ao ano, ao reduzir atividades reativas e permitir foco em iniciativas estratégicas.
A pesquisa também revela que a complexidade das redes sem fio já é uma realidade quase universal, afetando a grande maioria das empresas. Esse cenário tem levado organizações a acelerar a adoção de redes automatizadas e orientadas por IA, com ganhos operacionais mensuráveis no dia a dia das equipes de tecnologia.
No campo da segurança, o avanço da IA também amplia a superfície de risco. Parte significativa das empresas reporta perdas financeiras decorrentes de incidentes em redes sem fio, muitas vezes associadas a dispositivos comprometidos de IoT e tecnologia operacional. Em paralelo, a disputa por profissionais qualificados intensifica o desafio, com empresas enfrentando dificuldades para recrutar especialistas e, consequentemente, arcando com custos mais elevados em incidentes de segurança.
O relatório aponta ainda uma aceleração na modernização das infraestruturas wireless, com crescente adoção de padrões mais avançados de conectividade. A movimentação reflete a necessidade de suportar ambientes corporativos cada vez mais híbridos, nos quais pessoas, dispositivos e sistemas automatizados operam de forma integrada e em alta velocidade.
Para a Cisco, o Wi-Fi se consolida como a base dessa nova dinâmica, sustentando desde a conectividade de endpoints até a geração de insights operacionais, em um contexto em que a inteligência artificial passa a ser, simultaneamente, a principal oportunidade e o maior teste para as redes corporativas.
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