Projeto desenvolvido pelo criador do ChatGPT pretende escanear a íris de toda a população mundial.
A Worldcoin é uma iniciativa que tem por objetivo registrar dados biométricos das mais de 8 bilhões de pessoas em todo o planeta por meio do escaneamento da íris ocular. O projeto foi idealizado pela empresa Tools for Humanity, que tem como presidente o CEO da OpenAI e criador do ChatGPT, Sam Altman, juntamente com Alex Blania. O objetivo é diferenciar os humanos de robôs de inteligência artificial, criando uma identidade digital para cada pessoa.
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Lançado no final de julho de 2023, seus fundadores afirmaram que a tecnologia atuará como uma rede de dados que facilitará a identificação, já que a íris é o meio mais seguro de reconhecer as pessoas.
De acordo com a desenvolvedora, mais de 2,2 milhões de indivíduos de 120 países diferentes, incluindo o Brasil, permitiram o escaneamento de sua íris desde maio de 2021, período em que o projeto ainda estava em fase beta.
No decorrer da leitura, entenda tudo sobre o funcionamento da Worldcoin, as polêmicas envolvendo a tecnologia, como ela foi criada e de que maneira os dados serão processados.
O que é a Worldcoin e como ocorre o escaneamento da íris?
A estrutura operacional da Worldcoin atua em três frentes:
- World ID: nome dado para o passaporte digital que transforma o registro da íris em uma sequência numérica, que pode ser utilizada para autenticar acessos, compartilhar informações, acessar aplicativos, entre outras ações.
- Token Worldcoin (WLD): é uma criptomoeda da Worldcoin distribuída como recompensa para quem cria um ID na plataforma.
- World App: aplicativo de carteira digital que possibilita realizar transações com a moeda digital, gerenciar os tokens da WLD e o World ID.
Para que tudo isso seja possível, o escaneamento da íris é feito por meio de um dispositivo chamado Orb, que utiliza tecnologias complexas de machine learning (aprendizado de máquina) e em poucos minutos identifica e registra todas as propriedades da região ocular.
Em seguida, o aparelho cria uma sequência numérica única para o indivíduo, que representa o World ID. Segundo a empresa, as imagens da íris são excluídas logo após a criação do código.
Em troca do cadastro, a organização oferece para cada pessoa 25 unidades da WLD, a moeda digital da plataforma, correspondente a US$ 48 (R$ 240), segundo cotação feita em 8 de agosto. Depois, passa a ter direito a 1 WLD por semana (aproximadamente R$ 9,50) no World App.
Como ocorre a gestão de dados e para que são utilizados?
As identidades armazenadas em blockchain e coletadas por meio do dispositivo Orb não necessitam de dados específicos como nome, endereço, e-mail ou telefone de contato.
Algumas críticas ao projeto estão centradas na pouca informação sobre a privacidade e o gerenciamento de dados pessoais, além dos entraves burocráticos que envolvem as leis de proteção de dados e os órgãos reguladores específicos de cada país.
No entanto, a desenvolvedora acredita que a tecnologia pode facilitar o dia a dia das pessoas, podendo ser utilizada para reconhecimento em redes sociais e até mesmo na compra de uma tv 50 polegadas ou qualquer outro item.
Além disso, a Worldcoin pretende estimular uma nova estrutura de economia digital, incluindo a criação de políticas de renda básica universal. A empresa também diz que o projeto possibilitará que governos usem sua infraestrutura para “processos democráticos globais”.
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