
Um novo estudo da Juniper Research descobriu que mais de 1,5 bilhão de assinantes móveis usarão a conta da operadora para comprar conteúdo digital, bens físicos ou ingressos digitais em 2025. No entanto, o estudo alerta as operadoras que, se desejarem capitalizar essa base considerável de usuários, será preciso maximizar a atratividade e o valor da oportunidade a outras empresas, posicionando suas redes como canais de distribuição, em vez de meros facilitadores de pagamento.
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O faturamento via operadora é um método de pagamento móvel que permite aos usuários fazer compras lançando os pagamentos em suas contas de telefone celular grátis.
Operadoras precisam se tornar canais de distribuição de conteúdo
Um importante impulsionador de mercado no faturamento de operadoras tem sido a adoção de uma nova interface de programação de aplicativos (API) chamada “Check Out”, que surgiu do projeto CAMARA, uma estrutura de código aberto que padroniza APIs para redes de telecomunicações.
Embora isso tenha sido fundamental para aumentar o acesso dos assinantes ao faturamento de operadoras, o relatório alerta que a implantação dessa API por si só não será suficiente para capitalizar a oportunidade de faturamento de operadoras – com gastos previstos para crescer de US$ 83 bilhões em 2025 para mais de US$ 130 bilhões até 2029.
O relatório incentiva as operadoras a transformarem suas redes em canais de distribuição, permitindo que assinantes móveis comprem assinaturas digitais por meio da plataforma voltada para o consumidor de uma operadora. Ao contrário do pacote estabelecido, essa estratégia é sustentada pela integração de serviços de gerenciamento de conteúdo, permitindo que as operadoras tenham um relacionamento de faturamento direto com seus assinantes para conteúdo digital. Segundo a consultoria, as operadoras devem maximizar essas plataformas por meio de acordos de compartilhamento de receita com provedores de serviços digitais para capitalizar a grande base de usuários.
A TIM é um exemplo recente para este cenário no Brasil. Em seu relatório de receitas em 2024, a operadora informou que manteve sua estratégia de agregar e reforçar parcerias para entregar diversas possibilidades aos clientes. A empresa começou o ano trazendo para o mercado a oferta com benefícios do Zé Delivery, da Ambev.
No pilar de educação, por exemplo, a parceria com a Descomplica já ultrapassa 770 mil inscritos em cursos livres, preparatórios para o ENEM, graduações e pós-graduações. Na vertical de saúde, são 392 mil clientes TIM cadastrados na plataforma do grupo Cartão de Todos, aproveitando descontos em exames e farmácias e consultas médicas a preços acessíveis com isenção da taxa de adesão e três meses de gratuidade.
No último trimestre do ano, a TIM reforçou ainda sua parceria com a EXA, existente desde 2022 para oferta de serviços digitais à base de clientes, com destaque para segurança e entretenimento. No período, o contrato com esse parceiro atingiu um marco importante, possibilitando à TIM obter o direito de subscrever ações e acelerar a geração de receitas.
A operadora também fortaleceu os ganhos advindos de publicidade móvel e monetização de dados, que apresentaram um crescimento superior a 50% em comparação ao ano anterior.
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