Febraban Tech 2024

Inteligência artificial e outras tecnologias disruptivas forçam empresas a revisarem infraestrutura de rede

A inteligência artificial (IA), a realidade aumentada (RA) e outras tecnologias disruptivas estão transformando diversos setores da economia, exigindo uma revisão completa da estrutura de rede e conectividade das empresas. Em entrevista ao Portal IPNews, durante o Febraban Tech 2024, Augusto Panachão, vice-presidente de Soluções e Tecnologia da NTT Data no Brasil, explica como essas tecnologias impactam a infraestrutura de rede e quais as soluções disponíveis para atender à crescente demanda por banda, latência e segurança.

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Segundo Panachão, a IA será utilizada no mercado financeiro de diversas formas, desde a experiência do funcionário do banco até a gestão de ativos. “A IA é muito demandante em termos de rede e conectividade. Isso faz com que todos revejam a sua infraestrutura para que IA ou outra tecnologia mais moderna possam funcionar com performance e qualidade”, afirma.

Para atender à demanda por banda e latência, as empresas estão buscando novas tecnologias de rede, como Wi-Fi 6 e 7, 5G privado e soluções de borda. “O Wi-Fi 6 e o Wi-Fi 7 oferecem mais canais de comunicação e banda disponível para os usuários. Já o 5G privado, além de mais banda, oferece menor latência, fundamental para aplicações de IA e RA”, explica Panachão.

5G Privado para segurança e abrangência

O 5G privado se destaca pela segurança e abrangência, sendo ideal para empresas que precisam de uma rede segura e confiável para suas operações. “O 5G privado tem as mesmas características de segurança que o Wi-Fi oferece, só que agora com abrangência maior de conectividade”, afirma Panachão.

Segundo ele, o 5G privado já está sendo utilizado por algumas instituições financeiras para melhorar a segurança, a experiência do cliente e a conectividade de equipamentos. “Vimos experiências em agências que querem entregar uma experiência ao cliente diferenciada e na conectividade de equipamentos”, diz Panachão.

A IA, RA e outras tecnologias disruptivas também impulsionam o desenvolvimento de aplicações de realidade virtual e aumentada, que exigem redes precisas e seguras. “Networking é a base para tudo. Quanto maior a velocidade, melhor a experiência. Todas as apps corporativas dependem de disponibilidade de banda”, afirma Panachão.

Redes “atrasadas” impactam a experiência do usuário

Redes antigas não suportam as novas aplicações, gerando uma experiência ruim para os usuários. “Apps novas, com redes de 4 a 5 anos atrás, não funcionam bem para o usuário. Ele quer usar o robô, ver realidade aumentada, câmara de monitoração, há várias apps novas que não rodam se a rede não estiver atualizada”, explica Panachão.

A NTT está testando o 6G no mundo. “Os fabricantes de tecnologia estão correndo, porque a rede é a base para tudo que se quer falar de aplicação”, afirma Panachão. Assista à entrevista abaixo:

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