Para Antonio Motta, diretor geral para a América do Sul da Texas Instruments, falta de conteúdo e investimentos ainda tímidos travam a disseminação total da tecnologia no País. Para ele, a tendência é que o 3G acabe esvaziando a importância do WiMax como tecnologia de acesso sem fio de alta velocidade.
Apesar do acesso 3G estar se tornando cada vez mais popular no Brasil, a tecnologia só deverá atingir todo o seu potencial no País em cerca de cinco anos. Essa é a avaliação de Antonio Motta, diretor geral para a América do Sul da Texas Instruments, fabricante de componentes eletrônicos.
Para o executivo, ainda existem dois grandes obstáculos a serem superados para que o mercado brasileiro adote amplamente o 3G. Em primeiro lugar estão os altos investimentos necessários para que as operadoras adéqüem suas redes. “Os investimentos são altos e as operadoras ainda não enxergam uma massa crítica de interessados que suporte esses investimentos. Elas querem investir com retorno garantido”, comenta. O segundo entrave é a falta de conteúdo que estimule os usuários a buscarem essa tecnologia. “É necessário existir um conteúdo interessante que leve para o 3G”, avalia o especialista.
Ainda segundo Antonio Motta, a tendência é que o 3G acabe esvaziando a importância do WiMax como tecnologia de acesso sem fio de alta velocidade. “O 3G está se disseminando rapidamente no Brasil, e neste cenário o WiMax perde sentido, já que um substitui o outro”, afirma. Essa percepção é refletida no planejamento estratégico da Texas Instruments, que apesar de possuir soluções para WiMax, investe bem mais na linha de produtos para 3G.
Atualmente, os componentes para celular (aparelhos e redes) representam mais de 40% do faturamento da empresa no País, sendo que entre 5% e 10% correspondem apenas à tecnologia 3G.

