De acordo com o diretor de Telecom da everis, as revendedoras de grandes operadoras devem migrar para cidades longe dos grandes centros.
Há poucas semanas a Anatel aprovou e divulgou o cronograma de ações que dará inicio às mudanças na destinação da faixa de 2,5 GHz, com foco nas operações de tecnologia 4G que entrará em campo no Brasil até 2013.
Segundo Marco Galaz, diretor de Telecom da everis Brasil, ainda não é possível estimar o custo dos investimentos necessários nem o quanto este mercado vai gerar em finanças para o País, mas certamente as empresas e o governo deverão rever seus modelos de negócios.
Para o executivo, a era 4G, diferente de tudo o que foi visto até então, terá como maior beneficio para os usuários o aumento na velocidade nos aparelhos celulares e smartphones em dez vezes a capacidade atual, o que deve garantir a conexão 100% do tempo em qualquer lugar.
“A expansão desse modelo de tecnologia, como prevê a Anatel, aumentará a concorrência entre as operadoras e ampliará o mercado, uma vez que as revendedoras de grandes operadoras devem migrar para cidades longe dos grandes centros”, diz Galaz.
O conceito estabelecido de que hoje as operadoras não vendem apenas serviços de voz e dados, pois no mercado de telefonia elas passaram a vender os serviços de comunicação e conteúdo, comprova que um dos grandes desafios para essas empresas virá com as modificações em sua infraestrutura e seus modelos de negócios. Segundo o consultor, o cliente passará a ser um gerador de conteúdo, um parceiro.
De acordo com Galaz, os serviços baseados em banda larga móvel, Multimedia Messaging Service (MMS), vídeo-chat, mobile TV, conteúdo HDTV, Digital Video Broadcasting (DVB), conseqüência da alta velocidade no acesso aos dados em dispositivos que operam com IP, como os notebooks e computadores, também trarão grandes novidades em termos de qualidade para os usuários brasileiros, como a compra de vídeos pela internet, com o download e disponibilidade para assistir os filmes no próprio celular.

