Rede

5G: Anatel reforça princípio de equidade ao exigir versão 16

A grande novidade e controvérsia do edital 5G, apresentado em portaria publicada na última sexta-feira, 29, é a obrigatoriedade de que a rede seja implementada seguindo o padrão 5G release 16 ou Stand Alone. Nesta segunda-feira, 01/02, durante a seção extraordinária para deliberação sobre o edital 5G, o conselheiro Carlos Baigorri, relator do projeto, afirmou que este release é o único a atender as promessas revolucionárias da tecnologia.

 

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Baigorri destacou, principalmente, que a sociedade espera as funções de baixa latência e inteligência artificial, que, em suas palavras, “só estão padronizadas no release 16.

“A Anatel não pode entregar algo aquém do que foi apresentado ao mercado”, disse, ao afirmar que os releases anterior se limitam a entregar um “um 4G mais rápido”.

Além disto, o relator entente que a decisão reforça o princípio da isonomia. “Houve reclamações de que o release 16 não aproveita investimentos já feitos. Mas, se forem aceitos os investimentos anteriores, feitos na modernização do 4G, os novos entrantes não teriam a mesma eficiência na largada. A definição do relase 16 garante que todos param do mesmo ponto”, defendeu.

A definição do Release 16 vai contra a estratégia de operadoras de telecomunicações, que já investiram em melhorias das redes 4G para ofertar o novo serviço em 5G. Especialmente, Claro e Vivo já anunciaram serviços baseados na versão 5G DSS (Dynamic Spectrum Sharing) – que, resumidamente, permite que operadoras de telefonia móvel utilizem o espectro existente em mais de uma tecnologia, com a mesma frequência sendo compartilhada entre redes 2G, 3G, 4G ou 5G.

Por ter seu espectro compartilhado com outras tecnologias, o 5G DSS não entrega todo o potencial de uma rede 5G. E é por isso que temos a popular expressão “5G de verdade”, que se refere a uma rede com capacidade exclusiva para a tecnologia.

As velocidades do 5G DSS podem ser maiores que no 4,5 G, dependendo da capacidade compartilhada. Mas sabe aquelas altíssimas taxas de transferência, na casa dos gigabits por segundo? Isso fica restrito ao “5G de verdade”, com frequência dedicada.

Ao final da seção de hoje, os conselheiros pediram vistas ao relatório.

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