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5G e Edge Computing: onde está a potência dessa união?

*por Jane Greco

Foi dada a largada à Era da tão sonhada alta conectividade no Brasil. Afinal, desde o início de agosto, a 5ª geração da internet está disponível para uso no País, começando pelas cidades de Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Brasília (DF). Mas será que essa novidade significa apenas aumento da velocidade dos dados e do processamento das informações? A proposta aqui é ampliarmos essa reflexão.

 

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Minha experiência diz que estamos ingressando em uma Era realmente revolucionária. Isso porque, com a internet mais rápida, teremos um campo mais fértil para inovações tecnológicas de diferentes tipos. Aqui, falo do fato de estarmos diante da oportunidade de desenvolver e aprimorar tecnologias, produtos, serviços, experiências e modelos de negócio. Tudo com redução de latência, ou seja, do tempo de resposta tão logo um usuário, tecnologia ou máquina indique um comando.

E é exatamente essa relevância e consolidação do 5G que vai impulsionar a Edge Computing. Digo isso porque é graças à capacidade que a computação de borda tem de processar os dados o mais próximo possível de onde os dados são gerados – sejam objetos, lugares ou pessoas -, de acordo com as necessidades dos usuários, que a automação dos processos ganhará eficiência.

Veremos, cada vez mais, o aumento da conectividade entre humanos, equipamentos, soluções tecnológicas e das pessoas com as máquinas e tecnologias. Jornadas que, certamente, trarão definitivamente para o centro das conversas de líderes de negócio, TI e SI temas como inteligência artificial, realidade virtual, internet das coisas, organizações com processos mais inteligentes, machine learning e big data.

A potência da união entre o 5G e a Edge Computing é o que vai viabilizar o processamento de um grande volume de dados em tempo real. Na prática, enquanto um promove o aumento da velocidade da conexão, o outro garante a redução da latência. Quem ganha é o usuário final, que poderá usufruir de alta qualidade de experiência digital, com melhor desempenho e alta disponibilidade.

O desafio desse cenário será garantir a segurança da informação em todas as iniciativas e em todos os projetos. Mas do que nunca, as organizações precisarão internalizar e praticar o conceito de privacidade e proteção de dados como um dos pilares das estratégias do negócio. O investimento vale a pena e é mais do que necessário. *Jane Greco é diretora na MPE Soluções.

Este artigo é de total responsabilidade da autora, não representando, necessariamente, a opinião do Portal IPNews.

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