Negócios

5G é mais do que conectividade, é revolução, afirma executivo da Amdocs

“É a maior revolução que eu já vi e empresas de telecom precisam entender como oferecer mais do que a conectividade.” É assim que Gil Rosen, CMO da Amdocs, destacou a importância do 5G em coletiva de imprensa realizada ontem (11/11). De acordo com ele, cabe às operadoras e aos provedores de Internet encontrar uma forma além de só prover a conectividade para alcançar o retorno nos investimentos milionários realizados na compra de equipamentos e frequências para disponibilizar o serviço.

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Como estamos ainda no início da curva de adoção do 5G, descobrir como monetizar o investimento ainda é um desafio. Existem diversos exemplos de projetos disruptivos que serão habilitados pelo 5G. 

O próprio Rosen exibiu um projeto de uso de drones em fazendas de maçãs, capazes de fazer uma varredura em 4K de uma área e, via 5G, enviar as imagens para serem pré-analizadas na edge computing e depois, enviadas para uma nuvem e disponibilizar a informação para o gerente da operação. Tudo isso em cinco minutos, trazendo resultados como a diminuição em 50% do uso de água, já que se sabe exatamente qual o estado de cada macieira. 

O desenvolvimento de projetos como esse vai depender do planejamento das empresas de telecom, na visão do executivo. Ele lembra que o 5G vai quebrar a forma em que o setor trabalhava, focado na disponibilização de serviços de telecomunicações. Se as operadoras surgiram disponibilizando telefonia e evoluíram até a Internet, elas se mantiveram durante muito tempo apenas trabalhando em um mercado “comoditizado”. Agora, precisam desenvolver serviços que explorem novas tecnologias, como telemedicina e carros autônomos. 

Para esse processo, será necessário educar o cliente para que este sinta a necessidade de consumir mais serviços de tecnologia, indo além da conectividade. Rosen compara essa situação a uma companhia aérea que só fazia uma rota e agora é capaz de voar o mundo inteiro.  

Brasil ficou para trás? 

Para Rosen, uma das vantagens que o leilão do 5G trouxe foi a necessidade de implementação de redes standalone (SA), que permitem extrair as verdadeiras vantagens do 5G, que são a baixa latência e o alcance. Segundo ele, a maior parte das implementações do 5G mundo afora foram implementações non-standalone (NSA), que traz apenas a velocidade de banda. 

A expectativa é que isso coloque o Brasil em ponto de igualdade com o resto do mundo, já que as implementações do 5G SA devem começar praticamente ao mesmo tempo. 

 

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