
Eles classificam a adoção rápida da Inteligência Artificial Generativa como a principal preocupação para os próximos dois anos
O Gartner destaca que a adoção rápida de Inteligência Artificial Generativa (GenAI) é a principal preocupação indicada por 70% dos líderes jurídicos, de compliance e de privacidade para os próximos dois anos. Esse resultado foi obtido em pesquisa realizada em setembro de 2023 com 179 líderes dessas áreas.
A principal preocupação é a falta de uma regulamentação da inteligência artificial, que ainda está sendo desenvolvida. Com isso, há diversas incertezas e riscos imprevisíveis. Os especialistas do Gartner identificam quatro áreas principais que os líderes jurídicos, de compliance e de privacidade precisam abordar:
– Visibilidade Limitada em Relação a Riscos: A facilidade de adoção, a aplicabilidade generalizada e a capacidade das ferramentas GenAI de realizar diversas tarefas fazem com que as equipes de garantia tenham visibilidade limitada sobre novos riscos. Os líderes jurídicos devem adaptar práticas de monitoramento e gerenciamento de riscos já estabelecidas até que novos processos possam ser implementados, aconselha o Gartner. Por exemplo, eles podem modificar inventários de dados e registros de atividades de processamento de avaliações de impacto de privacidade para rastrear o uso da GenAI.
– Falta de Clareza dos Funcionários sobre o Uso Aceitável: Os funcionários enfrentarão a falta de clareza sobre o que constitui o uso aceitável da tecnologia devido à falta de familiaridade com as regras que a governam. Os líderes jurídicos devem trabalhar para construir consenso sobre resultados a serem evitados e instituir controles para minimizar eventuais problemas com esses resultados, ao mesmo tempo em que promovem casos de uso aceitáveis, com políticas e orientações.
– Necessidade de Governança de Inteligência Artificial: À medida que as ferramentas de GenAI se tornam rapidamente mais comuns, a falta de responsabilidade pelos resultados negativos pode criar riscos legais e de privacidade inaceitáveis. No entanto, para a maioria das empresas, a governança de IA não se encaixará facilmente nas estruturas empresariais funcionais existentes, e a expertise necessária pode estar dispersa por toda a empresa ou até mesmo não existir. Os líderes jurídicos precisam documentar claramente papéis e responsabilidades para aprovações, gestão de políticas, gestão de riscos e treinamentos para uso das tecnologias.
– Novas Oportunidades para Escalar Tarefas Jurídicas Repetitivas: A capacidade da GenAI de produzir saída em linguagem natural pode ser aplicada a várias aplicações departamentais para equipes jurídicas. Isso tem o potencial de minimizar o tempo que os advogados gastam em trabalhos de baixo valor. Embora as ferramentas GenAI tenham o potencial de ajudar em tarefas demoradas e repetitivas, como realizar pesquisas jurídicas, redigir contratos e produzir resumos de legislação, sua produção muitas vezes inclui erros.
Os líderes jurídicos devem garantir que a produção seja revisada quanto à precisão e desenvolver um programa piloto interno para testar a automação ou aprimoramento da GenAI para tarefas repetitivas de baixo risco que envolvam a produção de entregas por escrito. Eles também precisam comparar os resultados dos projetos-piloto em termos de tempo gasto e qualidade da produção com o trabalho produzido de maneira convencional.
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