A Teleco apresentou um levantamento do market share dos serviços móveis de telecom no Brasil hoje (22/8), durante o webinar Mercado Brasileiro de Telecomunicações. A Vivo mantém sua liderança histórica com um pequeno crescimento de 0,2% no segundo trimestre de 2024 (2T24) e detém 38,8% do mercado. A Claro surge na sequência, com 34% (crescimento de 0,1%). A TIM fecha o pódio, com 23,8% (redução de 0,1%).
CONTEÚDO RELACIONADO: Crescimento da receita líquida de telecom pode não ser sustentável, avalia Teleco
Eduardo Tude, presidente da Teleco, explicou que mesmo a divisão da Oi Móvel em 2021 não alterou as posições de market share. Ainda segundo ele, a TIM não consegue atrair assinantes para planos pós-pago e está ficando para trás neste segmento. Enquanto Vivo e Claro detém 43,2% e 34,4%, respectivamente, do mercado pós-pago (excluindo M2M), a TIM perdeu 1,3% de sua base em dois anos e está com 21,4%.
Outra questão é que tanto a Vivo quanto a Claro já contam com mais clientes pós-pago (excluindo M2M) do que pré-pago, algo que a TIM não conseguiu alcançar. A situação no pré-pago é mais cômoda, cada operadora tem cerca de um terço do mercado.
Enquanto isso, operadoras regionais estão caminhando para serviços móveis. A Brisanet está ampliando sua rede 4G/5G no Nordeste com ofertas pós-pago e roaming com a TIM e já conta com 158 mil acessos. A Unifique já lançou sua rede 5G em Tijucas (SC), em parceria com a ZTE, mas não pretende lançar planos pós-pago.
Banda larga fixa
Dois pontos são destaque na banda larga fixa: o primeiro é a Oi, que vem perdendo mercado e não consegue aumentar o número de assinantes; o segundo é o número de licenças SCM que continuam aumentando. A Teleco diz que hoje já são 12,7 mil licenças abertas, sendo que 4 mil não reportam números de assinantes, o que indica que são empresas que não operam.
De qualquer modo, esse provedores respondem por 21,4% da receita de serviços de telecom, cerca de R$ 19,2 bilhões no primeiro semestre de 2024. A grande maioria atende cidades com menos de 500 mil habitantes e lideram o market share nesses locais, pois as grandes operadoras não teriam interesse nesses mercados, segundo o presidente da Teleco.
A grande maioria delas atende até 1 mil clientes, enquanto apenas 27 têm mais de 500 mil usuários (tabela abaixo). Isso acaba inflando a concorrência e a Teleco estima que um cliente brasileiro deve ter ao menos duas opções de provedores para escolher.
Já sobre tecnologia, o levantamento da Teleco aponta que 71% dos acessos de banda larga são por fibra óptica, o que corresponde a 35 milhões de domicílios. O xDSL conta apenas com 841 mil assinantes e vem em queda desde 2019 – eram 2 milhões de assinantes em 2022. O cabo HFC mantém uma constante de 8,5 milhões de acessos e a Teleco ainda não tem estimativa sobre o uso do FWA no Brasil.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

