A inteligência artificial caminha para assumir um papel central na gestão das operações de TI. Pesquisa global da Ivanti, realizada com 3.900 profissionais em seis países, indica que quase metade das atividades operacionais de TI deverá ser automatizada nos próximos 18 meses, à medida que empresas ampliam o uso de IA para gerenciamento de endpoints, aplicação de patches, detecção de incidentes e automação de processos.
CONTEÚDO RELACIONADO – IA, analytics e automação rendem prêmio global ao BB
O levantamento revela que 56% das organizações já utilizam IA em múltiplos fluxos de trabalho de TI ou em aplicações consideradas críticas para o negócio, enquanto apenas 2% ainda não adotaram a tecnologia. Além disso, 72% já criaram equipes ou funções dedicadas à IA, e outras 13% planejam fazê-lo.
Segundo a pesquisa, a expansão da IA também está aproximando as áreas de TI e Segurança da Informação. Cinquenta e sete por cento dos entrevistados afirmam que a tecnologia melhorou o compartilhamento de informações entre as equipes, enquanto 53% relatam maior facilidade para acessar e compartilhar dados operacionais, reduzindo silos entre departamentos.
Automação avança para operações autônomas
O estudo mostra que a IA deixou de ser utilizada apenas para identificar falhas e passou a executar ações corretivas automaticamente.
Hoje, 46% das organizações já utilizam inteligência artificial para automatizar a implantação de patches, enquanto 45% pretendem adotar esse recurso nos próximos dois anos. Entre as tarefas automatizadas estão o reinício de serviços, isolamento de dispositivos comprometidos e aplicação de atualizações sem intervenção humana.
De acordo com a Ivanti, as organizações mais maduras na adoção de IA conseguem resolver problemas de forma preventiva, antes que afetem os usuários, reduzindo o impacto operacional e aumentando a disponibilidade dos ambientes de TI.
Governança ainda é o principal desafio
Apesar do avanço da automação, a pesquisa aponta que a governança da IA ainda não acompanha a velocidade da adoção.
Embora 85% das organizações afirmem possuir políticas para uso da inteligência artificial, apenas 42% dizem que as responsabilidades pelas decisões tomadas pelos sistemas são claramente definidas. Além disso, somente 24% afirmam que essas políticas são aplicadas de forma consistente no dia a dia.
Outro dado que preocupa é que 68% dos profissionais de TI já presenciaram casos em que a IA produziu respostas incorretas ou “alucinações” com potencial impacto operacional, reforçando a necessidade de mecanismos de validação e supervisão humana.
Os desafios relacionados aos dados também permanecem relevantes. Quase um quarto dos entrevistados apontou a qualidade e a integração das bases de dados como o principal obstáculo para ampliar o uso da IA nas operações de TI.
Maturidade gera ganhos de produtividade
A pesquisa mostra diferenças significativas entre empresas que utilizam IA de forma estruturada e aquelas que ainda estão em fase de experimentação.
Profissionais que trabalham em organizações com maior maturidade em inteligência artificial economizam, em média, seis horas por semana, o dobro do tempo registrado em empresas com menor nível de adoção. Nessas organizações, 54% afirmam que a IA tornou o trabalho mais rápido e eficiente, percentual mais de duas vezes superior ao observado entre empresas iniciando projetos com a tecnologia.
Para a Ivanti, os resultados indicam que a vantagem competitiva não dependerá apenas da adoção da inteligência artificial, mas da capacidade das empresas de estabelecer modelos sólidos de governança, integrar dados de diferentes áreas e criar processos confiáveis para que a automação possa ser ampliada sem comprometer a segurança ou a operação dos negócios.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn, X e WhatsApp

