Videovigilância

A guerra da videovigilância

Fabricantes internacionais inundam mercado brasileiro com soluções e modelos que caem nas graças de empresas e instituições públicas. Tendência melhora segurança, mas também já há aplicações em marketing. 3Com se lança no mercado em janeiro.

Dia-a-dia o mercado brasileiro recebe mais modelos e players focados na produção e venda de câmeras IP. Ainda não há estatísticas sobre este segmento, mas as aplicações vão desde o monitoramento de praças, prédios, vias e monumentos públicos, passando por segurança privada, até chegar ao acompanhamento dos passos de consumidores em lojas de varejo.

O volume de aplicações justifica ações recentes de fabricantes. A D-Link, por exemplo, anunciou a sua entrada no segmento, esta semana, com os modelos DCS-2102 (cabeada) e DCS-2121 (wireless). "O lançamento foi impulsionado pela crescente necessidade de vigilância online, uma vez que o índice de violência doméstica está cada vez maior no Brasil", afirma André Teixeira, gerente de produtos da D-Link para o varejo.

O público-alvo da D-Link para os novos equipamentos é composto por usuários que precisam de vigilância enquanto estão fora de casa, proprietários de casas em outras cidades – tais como praia e campo e usuários já familiarizados com a informática.
As câmeras oferecem vigilância completa, uma vez que as imagens podem ser acessadas em qualquer computador conectado à internet ou telefone celular com tecnologia 3G.

Em janeiro, a 3Com promete colocar mais lenha na fogueira, lançando modelos fabricados pela H3C, uma empresa 3Com, na China. Antônio Mariano, diretor de tecnologia da empresa no Brasil, que acaba de chegar daquele país, avalia que este segmento é estratégico e crescente. “Já somos líderes nesta área na China e seremos competitivos também no Brasil”, indica.

A Panasonic tem 20 modelos de câmeras IP no mercado brasileiro e no próximo ano prevê lançar câmeras móveis e com compressão H264 – algoritmo que permite maior compressão das imagens. E a Crockett, que comercializa os produtos Pelco no Brasil, triplicou as vendas de câmeras entre os anos de 2003 e 2007, quando chegaram as câmeras IP no mercado.

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