Nacional

Adesão ao 4G ainda decepciona na América Latina

Segundo a GSMA, sucesso do 3G é obstáculo para a nova tecnologia.

 

O preço dos smartphones e o baixo valor agregado do 4G estão atrasando a adesão à tecnologia na América Latina. Segundo a GSMA – entidade que representa a indústria móvel no Brasil – a base instalada das conexões 4G na região representa, atualmente, 2,4% do mercado. E o pior: em 2020 não  deve ultrapassar 30% – mais precisamente, a estimativa é que seja de 28%.

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“3G é o próprio opositor do 4G”, afirma o diretor da GSMA para a América Latina, Sebastian Cabello. No entanto, apesar do baixo desempenho, Manoel Castro, diretor da GSMA Brasil, não fala em frustração. Segundo ele, a tendência é que a tecnologia compense esta desvantagem no futuro. “Somente agora, a curva de 3G supera 2G, com uma base de 51%”, argumenta.

Na visão dos executivos da GSMA, na América Latina, os usuários não “percebem” claramente os benefício do 4G, cujos diferenciais estão basicamente na no acesso a vídeo de alta definição e algumas outras aplicações que carregam alto volume de dados. “Mas este ainda não é um padrão latinoamericano”, reforça.

Sobre a tecnologia 2G, o estudo da GSMA revela que em 2020 cerca de 25% das conexões móveis ainda estarão sob esta tecnologia, principalmente as conexões Maquina a Maquina (M2M). “A migração para o 3G se dará pela obsolescência da rede, não por uma substituição tecnológica”, afirma Castro.

A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da GSMA

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