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Anatel integra sustentabilidade à regulação para ampliar conectividade e eficiência das redes

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A Agência Nacional de Telecomunicações apresentou, em Belém (PA), os resultados do Programa Anatel S, iniciativa que consolida a sustentabilidade como eixo estruturante da regulação e reforça seu papel na expansão da conectividade e na eficiência das redes no país.

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Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, o programa capacitou mais de 350 servidores e incorporou práticas ESG à atuação da agência. Na prática, o movimento reposiciona a sustentabilidade como variável regulatória – com impacto direto na forma como redes são planejadas, operadas e ampliadas.

Para o usuário final, os efeitos tendem a aparecer principalmente na ampliação do acesso à internet. Entre os projetos discutidos estão novos modelos para viabilizar a oferta de serviços em áreas de baixa atratividade econômica, o que pode acelerar a chegada da conectividade a regiões hoje desassistidas e reduzir desigualdades digitais.

Outro vetor relevante é a eficiência da infraestrutura. A adoção de critérios ligados ao consumo energético, à modernização tecnológica e à resiliência das redes deve contribuir para melhorar a qualidade dos serviços e a estabilidade das conexões – ponto crítico diante do avanço de aplicações intensivas em dados, como streaming, serviços financeiros digitais e trabalho remoto.

A agenda também incorpora iniciativas de economia circular, com destaque para projetos de logística reversa e reaproveitamento de equipamentos de telecomunicações. A destinação de bens apreendidos para fins educacionais e sociais, por exemplo, transforma passivos regulatórios em ativos com impacto direto em comunidades e instituições públicas.

O tema ganha ainda mais relevância no contexto da COP-30, que será realizada na capital paraense, e reforça a necessidade de alinhar a expansão da infraestrutura digital a metas ambientais e de eficiência energética.

Ao integrar sustentabilidade à regulação, a Anatel sinaliza uma mudança de abordagem no setor: mais do que um compromisso institucional, o tema passa a orientar decisões que influenciam diretamente a qualidade, o alcance e o custo dos serviços de telecomunicações no Brasil.

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