Dispositivos

Aruba aposta no mercado de controle de rede por cloud

Empresa lança nova versão de gerenciador de rede, VBN, e decide investir mais no mercado brasileiro.

Facilitar o acesso e gerenciamento remoto da rede corporativa com uso da arquitetura de cloud computing e de forma segura, tornou-se essencial para a vida cotidiana empresarial. Para angariar novos clientes que possuem esse tipo de demanda, a Aruba Network atualizou sua versão Virtual Branch Networking (VBN), para 2.0, com a meta de melhorar o acesso móvel e acelerar o tráfego da rede particular das corporações por meio de uma navegação mais segura.
 
Com o produto, a empresa também adere como modelo de negócio a prestação de serviços, baseada na rede virtual. Segundo Fernando Lobo, responsável pelas vendas na América do Sul, a solução passa a utilizar o cloud computing para aumentar a conectividade até os escritórios de gerenciamentos das filiais (cloud-based branch Office). “Só que a diferença é que o 2.0 oferece gerenciamento da rede pela nuvem e não de alguns aplicativos como era a versão anterior”, diz.
 
Foram inseridos novos aplicativos na versão 2.0, como segurança na nuvem para o tráfego web, aceleração de aplicação com utilização opcional de cloud CDN, client mobile para laptops baseados em Windows e parceria com a infraestrutura Citrix Virtual Desktop. De acordo com o executivo, o produto possibilita ao usuário acessar a rede remotamente e de qualquer dispositivo móvel. O serviço funciona em todos os modelos de conexão: wireless, fixo ou satelital. “O cliente não precisa comprar um controlador, ele está tudo em nuvem e a responsabilidade é de quem oferece o serviço”, afirma.
 
Para o VBN 2.0 foram disponibilizados cinco modelos de remote access point, que são: o RAP-2wg, para home Office (até 5 usuários); o RAP-5 e o 5wn, para filiais de pequeno porte (até 30 usuários); e para as filiais de tamanho médio (acima de 100 usuários), tem o modelos 520, 650 e 651. Todos possuem saída para conexão a cabo ou modem.
 
Nos locais onde a rede é gerenciada, o data center, os produtos – indo do porte menor para o maior de usuários -, poderão ser adquiridos os modelos 3200, 3400, 3600 ou 6000, dependendo de cada necessidade.
 
A Aruba também lançou um acesso virtual à internet (VIA), que usa laptops com Windows, notebooks e PCs sem a necessidade de ter infraestrutura de VPN dedicada e separada. Segundo a empresa, ao compartilhar os mesmos controladores de centro de dados que os RAPs, o VIA simplifica o acesso aos recursos corporativos e reduz os custos do acesso remoto.
 
Quanto ao modelo de acesso à rede, Lobo explica que eles são customizáveis para cada necessidade empresarial. “Com essa solução, o cliente pode decidir quem utilizará determinado canal, além de ser possível saber o que cada funcionário está acessando e que software foi aberto naquele momento”. As ações realizadas são divulgadas por meio de relatórios que as centrais de controle dos clientes emitem. “Toda a administração é centralizada, cuja finalidade é eliminar a quantidade de aparelhos caros e links WAN para o gerenciamento de rede”, enfatiza Lobo.
 
Atualmente, a Aruba possui 30 data center no mundo, sendo um instalado em São Paulo. O executivo adiantou que ainda neste ano, a empresa vai lançar o seu segundo no Rio de Janeiro.
 
Negócios
Com o lançamento do produto, Fernando Lobo informou que a empresa começará uma campanha para aumentar a quantidade de canais no Brasil. “Nossa meta é dobrar o número de representantes que temos no País”, diz. Hoje, a empresa possui 40 revendedores, sendo 21 ativos. Os produtos chegam ao consumidor por meio dos dois distribuidores: Westcon e Network1 e há cerca de 150 engenheiros certificados.
 
Um dos motivos do aumento de investimentos é que, segundo o executivo, o Brasil representa entre 70 e 80% de todo o faturamento da América do Sul. Lobo disse também que para este ano, o grande foco será a área governamental, principalmente o governo federal. No País, entre os clientes que a Aruba presta serviços estão os de entretenimento, bancos, governo e instituições de ensino. “Hoje, nossos maiores clientes são o exército brasileiro e o Sebrae”.
 
“Desde a criação da empresa tivemos um crescimento – ano a ano – de até 31%, com uma base recente de 9,3 mil clientes. Como, pela primeira vez o faturamento internacional vai ultrapassar a nossa matriz nos EUA, acreditamos que o Brasil é a bola da vez, junto com os outros países que fazem parte do BRIC”, avalia Lobo.
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