Um relatório recente da Apura Cyber Intelligence destaca que o ransomware permanece como uma das ameaças mais predominantes. Novas variantes estão constantemente surgindo, alimentadas por inovações e pela reutilização de códigos já existentes. O principal desafio é a velocidade com que novas versões de ransomware são desenvolvidas, muitas vezes a partir de códigos vazados em fóruns na dark web, conforme destaca o estudo.
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Mais de mil vítimas de ransomware foram registradas de janeiro até agora, com o grupo LockBit liderando a lista, afetando 525 empresas, seguido por RansomHub e Play. Um dos episódios mais impactantes deste ano ocorreu em Londres, na Inglaterra, onde um ataque de ransomware paralisou as operações em vários hospitais, levando-os a declarar estado de emergência e interromper alguns serviços críticos para a população.
A empresa paraguaia de telecomunicações Tigo também enfrentou um ataque devastador, com criminosos exigindo um resgate de US$ 8 milhões em Bitcoin. Adicionalmente, um hacker anunciou em um fórum a venda do código-fonte do ransomware ALPHV (BlackCat) por US$ 30 mil, evidenciando a crescente ameaça e o comércio ilícito de softwares maliciosos.
Casos como esses mostram a necessidade de um monitoramento contínuo e da atualização constante das estratégias de defesa. A Apura diz que, com o uso de inteligência artificial, os criminosos conseguem modificar o comportamento do ransomware, dificultando sua detecção por sistemas tradicionais de segurança, o que torna o rastreamento e a análise dessas ameaças prioridade.
Top 10 ransomware
A Apura apresentou a lista com os “top 10” ransomwares que mais fizeram vítimas até meados de 2024. Vale destacar que o segundo colocado na lista, o RansomHub, foi identificado pela primeira vez no início deste ano, mostrando como grupos têm investido em criar novos malwares e a capacidade de renovação constante desses ciber criminosos. A lista completa possui mais de 30 famílias diferentes de ransomwares que foram encontrados em 2024 com pelo menos um ataque bem sucedido.
- LockBit: 525
- RansomHub: 240
- Play: 197
- Akira: 168
- Black Basta: 145
- Inc Ransom: 142
- Hunters: 141
- Cactus: 139
- Medusa: 139
- 8Base: 124
Cooperação internacional desarticula cibercriminosos
Com um modelo de Ransomware como Serviço (RaaS), o LockBit alugava as suas ferramentas a criminosos que atacavam setores críticos. A Operação Cronos, liderada por agências internacionais, resultou na apreensão de 34 servidores em diversos países, prisões de membros do grupo na Polônia e na Ucrânia e no bloqueio de mais de 200 contas de criptomoedas usadas em atividades ilícitas.
A Agência Nacional de Crimes do Reino Unido assumiu o controle de parte da infraestrutura do LockBit e, em conjunto com a Europol, desenvolveu e ofereceu gratuitamente ferramentas de descriptografia para ajudar as vítimas.
Outra ação eficaz foi a operação “Endgame”, coordenada pela Europol, que focou na desarticulação de botnets e droppers que facilitava ataques de ransomware. No final de maio de 2024, essa operação interrompeu infraestruturas associadas a droppers como IcedID, SystemBC e Trickbot, congelando receitas ilegais e impactando significativamente o ecossistema de malware.
Essas operações resultaram em várias prisões, execução de 16 mandados de busca e a retirada do ar de mais de 100 servidores. A prisão de um cibercriminoso russo por criar criptografadores personalizados ilustra a eficácia da colaboração internacional no combate à cibercriminalidade.
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