O worm Rainbow foi o responsável pela infecção de 1000 perfis a cada 10 segundos.
Na última terça-feira (21), um bug tomou conta do Twitter colocando em destaque nos tópicos do microblog termos como: OnMouseOver e MouseOver. De acordo com a Trend Micro, multinacional especializada em segurança virtual, basicamente o que houve foi a exploração de uma falha de segurança, que já existia no Twitter, e permitiu a inserção de um código JavaScript num tweet.
Segundo a Panda Security, a origem do malware parece ser de uma conta criada no Twitter, com o nickname Rainbow, o mesmo nome que batizaram o worm. “No início, as primeiras injeções de JavaScript foram simples brincadeiras, mas evoluíram ao longo do tempo. Além disso, parece que alguns usuários com outras intenções estão utilizando da mesma vulnerabilidade para fazerem coisas mais sérias”.
Em detalhes, os especialistas de ambas empresas explicam que, até o momento do ataque, quando um usuário incluía um link no tweet, o microblog o reconhecia automaticamente. Depois, quando esse tweet era exibido no navegador, o endereço era ajustado para o seguinte formato: a href="SEU_LINK" class= "tweet-url" rel="nofollow" target="_blank">SEU_LINK
A falha consistia no fato de que o Twitter não fazia a verificação da presença de aspas nos endereços publicados. Dessa forma, o responsável pela invasão inseriu um link neste formato: http://www.a.bc/@"onmouseover=alert(‘Sanitize user input!’)//. O problema é que o ponto de exclamação acrescentado a este endereço ativou um onmouseover.
Este recurso ativa ações indesejadas quando o usuário passa o mouse sobre os mesmos, podendo acarretar fenômenos estranhos tais como: enviar a cadeia maliciosa aos seguidores da sua conta no Twitter, contribuindo para a distribuição em cascata e quando alguém visita um perfil infectado, pode ser redirecionado intempestivamente para qualquer outro endereço da web.
Para Eduardo D’Antona, diretor da área Corporativa e de TI da Panda Security Brasil, “o maior perigo é se esta URL, utilizada no ataque, explorar outra vulnerabilidade e com isso infectar os computadores dos usuários”. Segundo ele, se um Cybercriminoso além de Re-tuitar o código malicioso fizesse uso da técnica “Drive-by-Download” sobre a URL, faria milhões de vítimas potenciais. “Mas esta previsão é pouco provável, pois o Twitter, provavelmente, resolverá o problema antes que isso aconteça”, acredita.
Com esse bug, que já foi corrigido, os ‘tuiteiros’ podiam facilmente inserir códigos JavaScript nos próprios tweets. Pesquisadores da Trend Micro acreditam que mais de 50 mil usuários utilizaram esse recurso em um período de apenas 5 minutos no período de vulnerabilidade. De acordo com a empresa, o fenômeno foi inofensivo, mas durante o processo códigos maliciosos podem ter sido inseridos. Além disso, os usuários devem estar atentos a futuras falhas a serem exploradas.
Já Ricardo Bachert, diretor de consumo da Panda, sugere como usuários podem se proteger para evitar problemas ainda maiores. “É importante que clientes do Twitter que evitem utilizar a ferramenta através da web. Ferramentas que não utilizam JavaScript como o TweekDeck, nos permite utilizar a rede social sem nenhum risco”, finaliza.

