Sindicatos dos trabalhadores e dos patrões não entraram em consenso sobre reajuste.
A primeira rodada de negociações salariais para os trabalhadores de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, que ocorreu semana passada, não obteve acordo. O sindicato que representa os empregados, Sindpd, não aceitou a proposta realizada pelo Seprosp, representante dos patrões, de reajuste escalonado: 8% para trabalhadores que recebem até R$ 2 mil, de 5,5% mais R$ 50 para os salários acima dessa faixa, e de 4% para profissionais com remuneração superior a R$ 5 mil, com acréscimo de R$ 125 na parcela.
O Sindpd pede aumento salarial de 13,25% e acredita que a não reposição das perdas inflacionárias representa redução dos salários dos salários dos profissionais de TI. O Seprosp ainda propôs que o pagamento ocorresse em duas vezes, o primeiro em janeiro e o segundo em julho deste ano.
O sindicato das empresas também sugeriu cortar a obrigatoriedade do programa de Participação nos Lucros e/ou Resultados para as companhias do setor, sem a incidência de multa caso elas não apresentem propostas no prazo de 120 dias, uma proposta do Sindpd.
Em relação ao auxílio-refeição, o Seprosp propôs o valor de R$ 16,50 para a capital e de R$ 15,70 para as demais localidades do Estado. O Sindpd pede R$20 e R$ 15 à categoria, considerando jornadas de oito e seis horas diárias, respectivamente.
As propostas que o Sindpd reivindica incluir na Convenção Coletiva de Trabalho, como Auxílio-Alimentação, Bolsa de Estudo, Dia do Profissional de TI, Vale-Cultura e Quinquênio também foram negadas. Uma nova rodada de negociações está agendada para está quinta-feira (14/1), na sede do Seprosp.


