Negócios

B2B e Ultrafibra: motores do crescimento da TIM no segundo trimestre

A expansão dos negócios corporativos e da banda larga fixa sustentou os resultados da TIM no segundo trimestre de 2026. A operadora registrou lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão entre abril e junho, alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo crescimento do segmento B2B, da TIM Ultrafibra e dos serviços móveis.

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A receita líquida de serviços alcançou R$ 6,785 bilhões, evolução de 5,7% na comparação anual. O EBITDA normalizado somou R$ 3,586 bilhões, crescimento de 7%, com margem de 51,5%, enquanto o fluxo de caixa operacional acumulado no primeiro semestre atingiu R$ 3,037 bilhões, alta de 11,7%.

Banda larga fixa acelera crescimento

O principal destaque da operação fixa foi a evolução da TIM Ultrafibra. A receita de serviços fixos cresceu 27%, alcançando R$ 416 milhões no trimestre, enquanto a receita da banda larga por fibra chegou a R$ 247 milhões, avanço de 9,5%.

A base da TIM Ultrafibra encerrou o período com quase 900 mil clientes, crescimento de 12,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo a operadora, trata-se da base de banda larga fixa com maior ritmo de expansão do setor em 2026. Praticamente todos os acessos já utilizam tecnologia FTTH (Fiber to the Home), com ARPU de R$ 92,80.

A companhia atribui esse desempenho ao novo ciclo estratégico da operação fixa, apoiado na integração da I-Systems, na revisão das ofertas comerciais e na busca por novas oportunidades de monetização da infraestrutura de fibra óptica.

A estratégia de convergência também ganhou reforço com o lançamento do TIM Ultracombo, que reúne telefonia móvel, banda larga fixa e serviços de entretenimento em uma única oferta.

B2B amplia participação na receita

Outra frente de crescimento foi o mercado corporativo. Nos últimos 12 meses, a receita de serviços B2B atingiu R$ 1,746 bilhão, crescimento de 16,6%, desconsiderando receitas de atacado (wholesale).

A expansão é impulsionada por soluções de Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, redes privativas e serviços de conectividade, voltadas principalmente aos setores de agronegócio, logística e utilities. Essas novas linhas de negócio já representam mais de 20% da receita do segmento.

No trimestre, a receita contratada do B2B chegou a R$ 1,25 bilhão. No agronegócio, a TIM ampliou sua cobertura 4G para 29,6 milhões de hectares, crescimento de 31,2%, enquanto em logística a cobertura alcançou 13.776 quilômetros de rodovias, praticamente o dobro da extensão atendida um ano antes.

A companhia também fortaleceu sua atuação em infraestrutura crítica, com projetos de redes privativas para concessionárias de energia, como a CPFL, e ampliou sua presença em iluminação pública inteligente, superando 558 mil pontos conectados.

Após a aquisição da V8.Tech, a TIM também expandiu sua oferta de soluções digitais e anunciou parceria com a Anthropic para desenvolver aplicações corporativas baseadas na plataforma de IA Claude.

Serviços móveis mantêm crescimento

Na operação móvel, a receita de serviços atingiu R$ 6,369 bilhões, alta de 4,6% sobre o segundo trimestre de 2025. O segmento pós-pago permanece como principal motor do negócio, respondendo por cerca de 70% da base de clientes.

O ARPU móvel alcançou R$ 34,30, crescimento de 5% na comparação anual.

A TIM também manteve a liderança nacional em cobertura 5G, com presença em 1.101 municípios, enquanto prossegue o programa de modernização da infraestrutura, que prevê a atualização de mais de 3,3 mil sites de telecomunicações em 56 cidades ao longo de 2026.

Inteligência artificial amplia eficiência

A inteligência artificial também passou a desempenhar papel mais relevante na operação da empresa. Um novo agente virtual voltado à cobrança digital já interagiu com mais de 2 milhões de clientes e elevou em sete pontos percentuais os índices de recuperação de crédito, segundo a companhia.

Rentabilidade e diversificação

Para o CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, os resultados refletem a diversificação das fontes de receita e a evolução da estratégia da operadora.

Segundo o executivo, a companhia vem ampliando sua atuação em convergência, inteligência artificial, mercado corporativo e eficiência operacional, ao mesmo tempo em que investe na modernização da infraestrutura e em novas oportunidades de crescimento.

Além do desempenho financeiro, a TIM destacou avanços em sua agenda ESG, mantendo 100% do consumo de eletricidade proveniente de fontes renováveis desde 2021, ampliando projetos de economia circular e fortalecendo programas de diversidade, inclusão e capacitação em competências digitais.

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