Segundo o coordenador pedagógico da Trevisan, o resultado prova que as instituições financeiras do País são as mais preparadas para enfrentar a atual situação econômica.
Recentemente a Brand Finance, empresa de gestão de marcas e intangíveis, divulgou o resultado de um ranking sobre as marcas mais valiosas no Brasil e que teve como as três primeiras colocadas os bancos. Essa é a quarta edição da avaliação de marcas, cujo Bradesco, Itaú e Banco do Brasil se sobressaíram em relação às 110 companhias avaliadas.
Os resultados indicam que, apesar da atual crise e a crucificação de inúmeras instituições financeiras pelo mundo, no Brasil os bancos nacionais seguem um caminho contrário e demonstram segurança e responsabilidade aos investidores. Pelo segundo ano consecutivo o Bradesco mantém a ponta no ranking e o Itaú teve uma valorização de marca, subindo da sexta à vice liderança, tendo na sequência o Banco do Brasil, que desceu uma posição.
Segundo o coordenador dos cursos de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios, Olavo Henrique Furtado, um dos motivos que fez com que a marca Itaú tenha melhorado sua posição, pode estar relacionada à junção com o Unibanco. “A junção contribuiu para otimizar a sua liderança. O Itaú é um dos maiores bancos do Hemisfério Sul e eles estão batendo recordes de rentabilidade. Esse resultado é refletido no mercado nacional, que demonstra estar preparado”, diz.
Os valores das três marcas de bancos brasileiros são bastante expressivas para o mercado mundial. Hoje, o Bradesco mantém a pole com um valor de R$ 16,265 bi, enquanto que o Itaú vale R$ 11,814 bi e a do Banco do Brasil custa R$ 7,415 bi.
A liderança dos bancos brasileiros é um resultado obtido após um trabalho, com investimentos e ações, que otimizem sua presença no mercado e atraia investidores. “Vale ressaltar que um ranking não se baseia em ações imediatas, são trabalhos de longo prazo e que vão tendo resultados positivos”, completa Furtado.
Além das ações de gerenciamento inteligente, as grandes instituições financeiras estrangeiras estão no centro do terremoto da crise, enquanto que as marcas brasileiras, atuantes no mesmo segmento, são alvos dos investidores mundiais, por causa do momento econômico nacional e pelo crescimento de suas marcas.
Furtado também menciona que no Brasil o modelo de gerenciamento das contas e ações de investimentos são mais seguros e isso fortalece a credibilidade das instituições financeiras, mesmo em tempos difíceis. “Um exemplo é o modelo de compensação de cheques, que é rápido e que deixa os bancos estrangeiros para trás”, exemplifica.
Além dos bancos, algumas empresas de outros setores conseguiram ter bons resultados e sobreviver com a crise. A Vivo é um exemplo: a instituição subiu da 9ª para a 6ª posição e a sua marca hoje vale R$ 5,95 bilhões.
Mesmo assim, o coordenador pedagógico alerta que as empresas de outros setores não tiveram tanto sucesso, e algumas não conseguiram se proteger da crise. “Outros setores estão mais suscetíveis à crise, porque já atuam lá fora há muito tempo e há o problema de segmentos ligados a commodities. O serviço de bancos é mais visível para o cidadão médio que o de uma empresa de aço, por exemplo”, diz.
O ranking aponta que cada vez mais o valor de uma marca é importante para manter uma empresa no mundo dos negócios e como ela se demonstra à sociedade. “A marca é como as pessoas percebem o produto. Tem fatores preponderantes que melhoram a sua colocação como credibilidade, atendimento, relação com o cliente, investimento seguros, se estão sintonizados ao mercado e atentos ao que acontece diariamente. Ou seja, ela precisa estar preparada para os desníveis da economia e para onde atua. Por isso, hoje, os bancos brasileiros são os mais reais e melhores nesses quesitos”, concluí Furtado.

