Dispositivos

Banda Larga: poucos ainda com muito

Provedores de acesso à internet continuam reivindicação antiga para conseguir uam fatia maior do bolo. Desagragação de redes e o direito de ofertar triple play são alguns requerimentos sugeridos por eles.

Os provedores de acesso continuam a brigar por uma fatia maior do bolo que envolve Internet. A derradeira cartada envolve a Associação Rede Global Info, entidade que representa 700 provedores de acesso em 1300 municípios brasileiros.

O ato foi o envio de um e-mail ao gabinete do ministro das Comunicações, Hélio Costa, sugerindo ações imediatas como: desagregação de redes em todos os níveis, criação de uma faixa de uso de frequência para pequenos e médios provedores, fragmentação de áreas por leilão e isenção ou redução de impostos para Internet, utilização da rede física da Eletronet para o acesso à internet, a participação do BNDES no financiamento de projetos alternativos de inclusão digital via banda larga

O próprio presidente da Rede Global Info, Jorge de La Rocque, assume que os itens propostos não são novidade, entretanto, o governo precisa mais do que imediatamente tomar uma atitude para o que “Brasil se desenvolva verdadeiramente na questão de inclusão digital”.

“O preço e o acesso à banda larga sempre serão restritos a poucos se continuarmos com essa política de monopolização por parte das empresas de telecom, já que são elas que detém a infa-estrutura e vendem pelo preço que querem link para o pequeno provedor”, afirma La Rocque.

Estudo divulgado pelo Barômetro Cisco de Banda Larga em parceria com a IDC, mostra que a internet em alta velocidade (acima de 1 Mbps) já representa 28% do total de 8,1 milhões de assinantes no País.

Já as faixas acima de 8 Mbps representam apenas 0,2%, e velocidades acima disso, como a de 30 Mbps oferecida pela Telefônica tem participação menos significativa ainda, visto que fatores como custo e restrições locais limitam quem deseja navegar em altíssima velocidade. Contudo, a pesquisa apontou que a faixa de 256 Kbps ganhou fôlego no ano passado, principalmente entre em os consumidores das classes B e C.

“ Um mega ou dois não é banda larga. O ideal seria ter no mínimo 14 Mbps”, comenta La Rocque. Para o presidente da entidade, ou se toma uma atitude urgente ou questões como a portabilidade numérica não darão certo por aqui. “Sem a redes desagregadas nada mudará. A infra-estrutura continuará sob o comando das mesmas companhias”, destacou.

Outra questão sugerida pelos provedores é a oferta de serviços Triple Play (Banda Larga, IPTV e VoIP). Conforme suas reivindicações, isso seria uma alternativa para a sobrevivência das empresas do setor. La Rocque acredita que o aumento da oferta de serviços reduziria os custos operacionais das empresas, o que seria repassado aos usuários finais.

“Eu acho que todas deveriam ter a capacidade de acesso do que quiser”. La Rocque espera com a resolução da lei das Teles que permitirá a criação de uma supertele nacional, ajudará indiretamente os pequenos provedores. “O caminho está mais aberto para reivindicações”, diz.

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