Tecnologia é – em grande parte – adotada no ambiente corporativo. Banda larga, por outro lado, cresce nas residências e as conexões fixas atingem 9,3 milhões de usuários, enquanto a móvel soma mais de 1,9 milhão. Barômetro da Cisco evidencia aceitação do mercado brasileiro pelas tecnologias sem fio, mas prevê mudanças até a massificação real do serviço.
A pesquisa também avaliou o número de linhas telefônicas dedicadas à internet. São cerca de 57 milhões de linhas IP corporativas no Brasil, já que, segundo o country manager do IDC, Mauro Peres, as linhas VoIP não são comuns no ambiente doméstico. “As conexões IP residenciais ainda nem aparecem nas estatísticas, mas as pequenas empresas estão aderindo cada vez mais o sistema”, avalia o executivo.
A avaliação estimou a existência de 23 milhões de conexões banda larga na América Latina, sendo que o Brasil representa apenas 5,2 % dos acessos. A previsão da empresa, é que o País tenha 15 milhões de conexões em 2010, o que ainda não é satisfatório. “Este número significa 8% de penetração do Brasil no mercado latino-americano, um número muito baixo, se comparado com a evolução da banda larga no mundo e o tamanho do território nacional”.
“A demanda por novas ofertas de conexão sem fio ilustram que o mercado está claramente em expansão, mesmo em um cenário desafiador. O cenário de aceitação ao acesso móvel mostra que o lançamento de novas ofertas e tipos de conexão, como o WiMax, serão bem recebidas e trarão um novo ciclo de investimento para o mercado local, criando novos empregos e oportunidades de negócios, mas dependem de uma redução de preços para chegarem a classe C”, conclui o executivo.

