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Caixa encerra conta da CryptoMarket

A empresa CryptoMarket, especializada na intermediação de compras de criptomoedas, teve a conta bancária na Caixa Econômica Federal encerrada. Em comunicado enviado à imprensa, a empresa alega que, no início de junho de 2020, foi surpreendida ao receber um ofício por parte da CEF comunicando o encerramento da nossa conta bancária no prazo de 15 dias úteis.

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Segundo a empresa, foram de três anos de relacionamento comercial, possuindo, além da conta corrente, vários outros produtos financeiros contratados com o banco. “A CryptoMarket é uma empresa com atividades lícitas no Brasil. Além de cumprir com todos os requisitos legais para seu funcionamento, ainda possui licença internacional para funcionar como Exchange e Custódia de Criptomoedas”, descreve o comunicado enviado à imprensa.

A empresa também diz que “o fato nos surpreendeu ainda mais quando, ao tentar acessar a conta bancária no dia seguinte, nos deparamos com a conta já encerrada e o saldo bloqueado. Tais medidas foram tomadas sem que a CryptoMarket tenha tido acesso a informações mínimas e transparentes por parte da instituição, em atitude que entendemos ser abusiva e contrária às normas aplicáveis”.

A empresa alega que “por nossa presença global, temos um alto padrão de KYC e AML, que aplicamos de acordo com a legislação européia sempre considerando as particularidades do Brasil, e dos demais países onde temos mercado aberto. Estamos completamente de acordo com a legislação brasileira”.

O processo ainda está em fase inicial e as decisões proferidas são de caráter provisório e representam mera análise preliminar, além de sujeitas a recurso.

“Tivemos uma experiência similar na nossa filial no Chile, onde o Tribunal decidiu a nosso favor e os bancos foram obrigados a reabrir as nossas contas bancárias. Esperamos que no Brasil também haja uma decisão favorável, considerando todos os fatos. Isso não nos desanima. Seguiremos na luta pelo que acreditamos: um mundo mais justo, onde qualquer cidadão possa ter acesso ao sistema financeiro”, comentou Denise Valdivia, diretora global da CryptoMarket.

A CryptoMarket alega que ainda estamos mensurando o impacto da decisão da CEF, mas diz que já adotamos as medidas judiciais para preservar nossos direitos. Internamente, já agimos para que nossos usuários não sejam impactados diretamente, pois nosso compromisso é sempre proporcionar a melhor experiência.

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