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Check Point alerta para a evolução de malware para novos métodos de ataque e sequestro de históricos de e-mails

Os pesquisadores da Check Point Software Technologies detectaram uma evolução do malware Qbot, que passou a sequestrar o histórico de conversas (threads) de e-mails legítimos. A intenção é roubar credenciais bancárias e cartões de crédito, instalar um ransomware e executar transações bancárias não autorizadas, cujo os alvos são organizações e indivíduos.

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Identificado pela primeira vez em 2008, o Qbot (também conhecido como Qakbot ou Pinkslipbot) coleta dados de navegação e informações financeiras, incluindo detalhes de bancos online. Atualmente, são mais de 100 mil vítimas desta ameaça estimadas no mundo, tornando-se o malware mais difundido no momento. O Qbot coleta e-mails legítimos do Outlook dos usuários infectados para tentar enganar novas vítimas sequestrando conversas de e-mail legítimos. 

Os pesquisadores da Check Point encontraram várias campanhas usando a nova família do Qbot entre março e agosto de 2020. Em uma das campanhas, o Qbot estava sendo distribuído pelo trojan Emotet, um cavalo de troia bancário que pode roubar dados espionando o tráfego da rede. 

Isso levou os pesquisadores da Check Point a acreditarem que o Qbot possui novas técnicas de distribuição de malware, bem como uma infraestrutura de comando e controle renovada. A campanha envolvendo distribuição pelo Emotet impactou 5% das organizações globalmente em julho de 2020. 

Nova linhagem, novos recursos 

A última versão do Qbot evoluiu para se tornar altamente estruturada e em múltiplas camadas, estendendo suas capacidades como se fosse um “canivete suíço” que, de acordo com os pesquisadores, é capaz de: 

  • Roubar informações de máquinas infectadas, incluindo senhas, e-mails, detalhes de cartão de crédito e muito mais. 
  • Instalar ransomware: instalar outro malware em máquinas infectadas, incluindo ransomware. 
  • Permitir transações bancárias não autorizadas: faz com que o controlador do Bot se conecte ao computador da vítima (mesmo quando ela já está conectada) para fazer transações bancárias a partir do seu endereço IP. 
  • Sequestro do histórico de conversas de e-mails 

A cadeia de infecção do Qbot começa com o envio de e-mails especialmente elaborados para os alvos que são as organizações ou os indivíduos. Cada um dos e-mails contém uma URL para um ZIP com um arquivo Visual Basic Script (VBS) malicioso, o qual possui um código que pode ser executado no Windows. 

Depois que uma máquina é infectada, o Qbot ativa um “módulo coletor de e-mail” especial que extrai todos os históricos de conversas de e-mail do cliente Outlook da vítima e os carrega para um servidor remoto codificado. 

Esses e-mails roubados são, então, utilizados para futuras campanhas de malspam, tornando mais fácil para os usuários serem enganados e clicarem em anexos infectados, porque o e-mail de spam parece continuar uma conversa existente de um e-mail legítimo. 

Os pesquisadores da Check Point viram exemplos de threads de e-mail direcionados e sequestrados com assuntos relacionados à covid-19, lembretes de pagamento de impostos e recrutamento de empregos. 

  

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