Segurança

Ciberataques comprometem operações e custam milhões para o setor de manufatura

O que você vai ver nesse artigo:

O Relatório Global de Risco Cibernético 2025 da Aon confirma que o segmento manufatureiro está entre os que mais sofreram ataques de ransomware no último ano. Estatísticas do setor indicam que o custo médio de uma violação de dados na indústria já ultrapassa US$ 4,8 milhões, sem contar perdas indiretas com interrupções na produção e danos à reputação. Preocupantemente, o investimento médio em cibersegurança nesse segmento representa apenas 7% do orçamento de TI, valor insuficiente diante da sofisticação crescente das ameaças.

CONTEÚDO RELACIONADO: 20% das organizações sofreram violação de dados por uso não autorizado de inteligência artificial

A indústria de manufatura tornou-se um dos principais alvos de ciberataques, enfrentando uma onda crescente de ameaças que não apenas sabotam a produção, mas também podem paralisar completamente as operações, gerando prejuízos financeiros devastadores. Diante desse cenário crítico, a Tivit, que presta serviços de outsourcing de call center e tecnologia, destaca os principais riscos enfrentados pelo setor e como mitigá-los para manter a integridade de seus sistemas.

Como alerta Thiago Tanaka, diretor de Cibersegurança da empresa, a segurança da rede de Tecnologia Operacional (OT) em companhias de manufatura é crucial e nunca esteve tão em risco. “A convergência entre os ambientes de TI e OT expandiu drasticamente a superfície de ataque e observamos um aumento significativo e direcionado de investidas a setores críticos da economia.”

O objetivo é claro: causar o máximo de dano financeiro e operacional, diz ele. “O ransomware, que criptografa dados e sistemas inteiros, consolidou-se como a arma preferida dos invasores, capaz de interromper linhas de produção por dias ou até semanas”, agrega.

Quais os riscos

Tanaka destaca os principais riscos que as empresas enfrentam atualmente:

  • Acesso não autorizado e exploração de credenciais: A intrusão em redes OT, seja física ou remota, representa uma ameaça direta à produção. Hackers e insiders mal-intencionados exploram senhas fracas e credenciais comprometidas, muitas vezes reutilizadas entre sistemas de TI e OT para assumir o controle de Sistemas de Controle Industrial (ICS) e maquinário crítico.
  • Vulnerabilidades em sistemas legados: Equipamentos de OT frequentemente possuem ciclos de vida de décadas e deixam de receber atualizações, transformando-se em portas de entrada para ataques capazes de se mover lateralmente pela rede.
  • Ataques à cadeia de suprimentos (Supply Chain): A complexidade e interconexão da cadeia de suprimentos tornam-na um vetor de ataque cada vez mais explorado. Um único fornecedor comprometido pode gerar um ataque em larga escala, afetando várias empresas parceiras e causando um efeito cascata de interrupções.
  • Erros humanos e engenharia social: Phishing e outras táticas de manipulação psicológica continuam entre os métodos mais eficazes de infiltração. “Um único clique descuidado pode implantar malware que rapidamente alcança o chão de fábrica. O treinamento contínuo dos colaboradores é uma linha de defesa indispensável”, reforça Tanaka.
  • Eventos externos e desastres: Incêndios, inundações ou falhas físicas podem danificar a infraestrutura crítica. Sem um plano robusto de recuperação de desastres, o tempo de inatividade pode ser prolongado, afetando drasticamente a operação.

Como se proteger?

Apesar dos riscos elevados, é possível construir uma postura de segurança resiliente. Segundo Tanaka, adotar uma estratégia de defesa em profundidade é fundamental. As recomendações incluem:

  • Firewalls de última geração e IDS/IPS específicos para ambientes industriais;
  • Segmentação rigorosa das redes, isolando sistemas críticos de OT;
  • Visibilidade e monitoramento contínuo do tráfego de rede para identificar anomalias;
  • Planos de resposta a incidentes testados regularmente;
  • Gestão de vulnerabilidades e patches estruturada para sistemas de TI e OT;
  • Cultura de segurança reforçada com treinamento contínuo;
  • Revisão periódica de políticas para acompanhar a evolução das ameaças;

Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *