*Por Elisa Ball
A diversidade de gêneros continua sendo um desafio no setor de tecnologia e, em especial, na área de segurança cibernética, onde faltam mais de 500 mil profissionais no mercado, considerando apenas a América Latina.
Soma-se a isso o fato de que somente 27% das mulheres escolhem estudar uma carreira relacionada com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM – do termo em inglês), o que torna o desafio de contratar mulheres ainda maior. No mercado de cibersegurança em geral, menos de 20% da força laboral está composta por mulheres, de acordo com o (ISC)2.
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E o que podemos fazer? Precisamos incentivar essas mulheres a ingressarem no setor. E para isso, é preciso começar da base. Pensando nisso, a Fortinet iniciou um trabalho com universidades e escolas técnicas para contar às estudantes o que é seguir uma carreira em segurança cibernética. Já foram realizadas palestras com mais de 15 instituições na América Latina, incluindo Brasil, onde nossas líderes foram questionadas sobre salários, qualidade de vida e, claro, dificuldades e preconceitos sofridos (e superados). O resultado tem sido excelente. O recado que fica para essas estudantes é que elas possuem uma oportunidade de carreira muito gratificante pela frente, basta querer.
Para aquelas que já estão no mercado de trabalho, o incentivo tem que continuar. Muitas já estão prontas, mas decidem não concorrer a vagas por acharem que não darão conta do recado, sendo que, na verdade, é exatamente o contrário que acontece. As mulheres trazem níveis mais altos de educação, o que induz a uma melhoria das habilidades profissionais no futuro. Um relatório do (ISC)2 destaca que 52% das mulheres pesquisadas possuem pós-graduação, contra 44% dos homens. E, de acordo com uma pesquisa da Fortinet, ter habilidades sociais, as chamadas soft skills, também é um diferencial importante para os líderes do setor. Para os cargos de Chief Information Security Officer (CISO), a análise mostrou que 17 das 20 principais habilidades que os empregadores especificam como requisito são habilidades sociais. As mulheres desenvolvem mais habilidades interpessoais do que os homens, trazendo maior diversidade ao ambiente de trabalho.
Hoje temos mais de 180 mulheres especialistas que ocupam cargos como engenheiras de segurança cibernética certificadas, executivas de negócios em todos os países, gerentes de país e diretoras de vendas regionais. E seguimos trabalhando para aumentar esse número, por meio de políticas inclusivas, oferta de cursos gratuitos e parcerias com entidades que trabalham o universo feminino. Sabemos que a diversificação da equipe produz melhores resultados de negócios do que aquelas compostas apenas por homens.
Ser uma empresa inovadora também significa modelar uma cultura de diversidade e ajudar mais mulheres a escolherem uma carreira no setor de segurança cibernética. Venham! O mercado espera por vocês. *Elisa Ball é diretora de Recursos Humanos da Fortinet para América Latina e Caribe
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