Segurança

Cinco passos para saber se sua empresa está em risco digital

Edgard Dolata, advogado especialista em LGPD (foto: divulgação).

O vazamento de credenciais é algo corriqueiro no noticiário de cibersegurança. Notícias como as 80 mil contas de Microsoft comprometidas não são novidade para quem acompanha o setor. Situações como essas reforçam a necessidade de que empresas implementem políticas estruturadas de segurança da informação, com foco em prevenção, resposta rápida a incidentes e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), como aponta Edgard Dolata, advogado especialista em Privacidade Digital.

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“Há uma falsa sensação de que segurança digital é um tema exclusivo de grandes corporações. Mas os dados mostram que pequenas empresas e escritórios jurídicos também estão na mira dos cibercriminosos”, afirma o especialista.

A resposta ao cenário atual exige investimento contínuo em ferramentas de segurança (como autenticação de múltiplos fatores e backups automatizados), treinamento de equipes e auditorias periódicas. E, acima de tudo, a construção de uma cultura organizacional voltada à proteção de dados. “A LGPD não é apenas uma exigência burocrática. Ela representa uma nova forma de relacionamento com o consumidor, baseada em transparência, respeito e responsabilidade”, aponta.

Cinco passos para saber se sua empresa está em risco

O especialista citou 5 passos para saber se a empresa está segura ou em risco:

  1. Avalie quem tem acesso aos dados pessoais: Verifique se o acesso a informações pessoais, financeiras ou estratégicas da empresa está limitado apenas a pessoas autorizadas e se há controle de permissões por cargo ou função.
  2. Cheque se há políticas internas claras sobre uso de dados: A ausência de diretrizes sobre como os dados devem ser coletados, armazenados e utilizados é um indicativo de fragilidade. Empresas seguras contam com manuais e treinamentos recorrentes.
  3. Confirme se há backups frequentes e testados: Ter cópias de segurança atualizadas é fundamental para garantir a continuidade do negócio em caso de vazamento de dados ou ataque hacker. Se os backups não forem feitos regularmente ou não forem testados, há um risco elevado.
  4. Observe se sua equipe já foi treinada para prevenir golpes digitais: Funcionários desavisados são a principal porta de entrada de ataques. Se não houver capacitação sobre phishing, uso seguro de senhas e comportamento online, o alerta deve ser vermelho.
  5. Verifique se existe um responsável técnico pelo programa de governança em privacidade e proteção de dados: Toda empresa precisa de alguém encarregado de mapear riscos, responder a incidentes e manter a conformidade com a LGPD. A ausência desse papel pode indicar despreparo frente a incidentes.

O que fazer depois

De acordo com Edgard Dolata, empresas que identificarem vulnerabilidades nesses pontos já podem iniciar um plano básico de segurança com ações de baixo custo e alto impacto. “O primeiro passo é nomear um responsável interno pelo programa de governança em privacidade e proteção de dados. Em seguida, criar uma política simples, mas objetiva, sobre o uso de informações dentro da empresa”, orienta.

Outra medida essencial, segundo o especialista, é implementar autenticação em dois fatores nos sistemas mais críticos, além de revisar as permissões de acesso. “Não se trata de grandes investimentos, mas de começar com o que está ao alcance. Isso já demonstra responsabilidade e prepara o ambiente para ações mais robustas”, afirma Dolata. Ele também recomenda buscar orientação especializada e capacitar os colaboradores com conteúdos atualizados sobre proteção de dados.

O alerta é claro e não deve ser negligenciado. “A segurança da informação não é mais uma opção. Com a intensificação dos ataques e a evolução das normas regulatórias, proteger dados pessoais deixou de ser um diferencial e tornou-se uma exigência fundamental para a sobrevivência e a reputação de qualquer empresa”, finaliza Dolata.

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