Telepresença

Cisco aposta no público não bancarizado dos BRICs

Para a empresa, o melhor modo de atingir esse segmento é através das grandes redes de varejo, que já tiveram sucesso na concessão de crédito para as classes mais baixas. Entre as soluções oferecidas pela empresa que se encaixam nesse conceito estão às de comunicações unificadas, como a telefonia IP e às de telepresença.

Para a Cisco Systems, o futuro do setor bancário nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) reside na conquista da enorme massa de “não bancarizados” existente nos membros do bloco. Essa posição foi divulgada nesta quinta-feira, 14/06, por Jim Greene, vice-presidente global do grupo de soluções para serviços financeiros e de internet da empresa. “De cinco a 10 anos para a frente a inclusão dessas pessoas irá transformar a economia dessa indústria”, previu o executivo.

Apesar de considerar que os bancos já têm em seu DNA, o conhecimento para atender os membros das classes mais baixas, Greene acredita que o setor precisará investir em novas formas de interação para captar esses clientes. A aposta do especialista está nas grandes redes de varejo, que hoje no Brasil já encontraram modelos de sucesso para concessão de crédito para as camadas C e D. “Se vocês querem ver o futuro do setor bancário, olhem para o Wall Mart. O importante não é a bancarização, e sim como o comércio é facilitado”, afirmou.

Pesando nisso, a Cisco está adotando uma abordagem mundial voltada para o conceito de comunicações integradas, que envolve um mix de produtos e serviços. “Queremos entender os problemas e anseios de nossos clientes e oferecer exatamente o que ele precisa. Isso significa nos tornarmos parceiros de negócios deles”, informa o executivo. Entre as soluções oferecidas pela empresa que se encaixam nesse conceito estão às de comunicações unificadas, como a telefonia IP e às de telepresença. “Hoje dentro do portfolio de produtos da Cisco, 65% são soluções de comunicação e colaboração”, conta Jim Greene.

Questionado sobre o fato de que hoje no Brasil a Cisco é vista como fornecedora de soluções mais pesadas para redes, o executivo disse que a empresa conta com a tecnologia e serviços de seus parceiros para entrar nesse novo mercado. Para Carlos Carnevali Jr, diretor de vendas da Cisco Brasil, a telefonia IP também tem sido uma porta de entrada interessante nas empresas. “Não se fala mais em telefonia IP, e sim em redes convergentes. Assim, quando uma empresa adota essa solução, pode escalar para produtos mais interessantes e completos com muita facilidade”, avalia.

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