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Claro, TIM e Vivo levam conectividade à ilha em Belém às vesperas da COP 30

Em uma iniciativa inédita, as três maiores operadoras brasileiras de redes móveis, Claro, Tim e Vivo, vão entregar conectividade de alta qualidade à Ilha do Combú, em Belém (PA), por meio da construção de uma torre de telefonia móvel compartilhada, em parceria com a IHS Brasil, parte do grupo IHS Towers. A inauguração acontecerá amanhã, no dia 3 de outubro, um mês antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 30), na capital paraense.

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A Ilha do Combú é a quarta maior ilha de Belém, localizada a 1,5 km da orla do município e integra uma área com alta concentração de biodiversidade. O território abriga aproximadamente 600 famílias ribeirinhas, que vivem de pesca artesanal, extrativismo vegetal e turismo.

Além de sua importância ambiental e cultural, Combú é um dos destinos turísticos mais procurados da região e ganhou ainda mais visibilidade com eventos recentes, como o Amazônia Para Sempre, realizado em setembro, e a COP 30, que ocorrerá em Belém em novembro de 2025. A conectividade, portanto, passou a ser necessidade para o local.

Superando desafios com colaboração

A Ilha do Combú permaneceu por décadas sem acesso à conectividade de qualidade. Há mais de 20 anos, as operadoras tentavam levar cobertura à região, mas enfrentavam desafios como a logística complexa de instalação em um ambiente de transporte exclusivamente fluvial, as restrições ambientais para preservar a alta diversidade biológica e a dificuldade técnica de erguer estruturas em solo alagadiço.

As operadoras foram fundamentais para que o projeto saísse do papel. Já a IHS Brasil colaborou com um projeto inovador de engenharia, construindo uma torre de 60 metros de base reduzida e equipamentos instalados dentro da estrutura. Essas características eliminam a necessidade de múltiplos gabinetes externos, o que ajudou a minimizar o impacto visual na paisagem e preservou mais vegetação nativa ao redor do site.

Capaz de alocar as três operadoras em seu topo, esse modelo reforça o conceito de infraestrutura compartilhada, reduzindo redundâncias e ampliando os benefícios socioambientais.

Após a ativação da torre, a comunidade local, escolas, unidades de saúde, empreendedores e visitantes terão acesso a serviços móveis de alta qualidade em 4G e 5G. A conectividade ajudará a viabilizar a educação digital, telemedicina, inclusão financeira por meio de meios de pagamento eletrônicos, fortalecimento do turismo e dinamização da economia local.

Legado para a COP 30

A obra foi acelerada para terminar a tempo da COP 30. Belém será palco da conferência em novembro, reunindo mais de 40 mil visitantes entre delegações, imprensa e sociedade civil. A conectividade na Ilha do Combú reforça o legado do evento para a região e demonstra a capacidade de colaboração entre setor privado e poder público.

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