Banda Larga

Com Intelig, TIM se livra dos custos de interconexão

Avaliação foi feita pela empresa de pesquisas Série Estudos, que anualmente analisa segmentos do setor TIC (tecnologia da informação e telecomunicações), segundo a qual, a infraestrutura de transmissão por fibra optica da Intelig também abre portas para a implementação de novos serviços pela TIM.

O comunicado de compra da Intelig foi divulgado nesta noite de quinta-feira, 16/04, em fato relevante informando o acordo de incorporação entre a TIM Participações, sua acionista controladora TIM Brasil, e JVCO Participações, com a interveniência da Docas Investimentos, para a aquisição do controle indireto da Intelig Telecomunicações Ltda.
A aquisição se dará por meio da incorporação da Holdco Participações (sociedade controlada pela JVCO) pela TIM Participações. Ao final da operação, a TIM Participações deterá 100% do capital social da Intelig, conforme o comunicado, em uma transação que “trará grandes perspectivas de crescimento e infraestrutura para que a operadora possa acelerar, em função das sinergias de redes, a estratégia de se tornar um forte player em serviços convergentes a partir da oferta de serviços multiple play – telefonia móvel, fixa, banda larga e transmissão de TV”.
Em virtude da incorporação do acervo líquido da Holdco Participações e do subsequente aumento de capital social da TIM Participações, a JVCO Participações receberá um percentual de até 6,15% do total das ações ordinárias e até 6,15% das ações preferenciais emitidas pela TIM Participações à época da operação.
Essa participação acionária poderá sofrer alterações em função de variações no capital social da TIM Participações e /ou da necessidade de ajustes gerados pelo montante da dívida líquida da Intelig quando a operação for concluída.
A Intelig promoverá uma reorganização societária e financeira. Previamente à negociação com a TIM, a empresa iniciou acordos com seus credores com o objetivo de encerrar pendências judiciais e quitará suas dívidas, pré-requisitos necessários à formalização do acordo, conforme publicou o IPNews na manhã de ontem.
Criada em 2000 para ser espelho da Embratel na telefonia longa distância, a Intelig ficou sem saída para competir com as incumbents de telefonia fixa, quando estas passaram a atuar com código de seleção de prestadora (CSP) próprio. Outra expectativa de seus investidores iniciais era um unbundling com preço considerado justo pelas empresas competidoras que também não decolou.

Colocada à venda pelos investidores inicias, amargou uma espera de quase seis anos por um comprador, que apareceu no início deste ano, na figura da companhia Docas Investimentos, do controvertido empresário Nelson Rodriguez Tanure, que sem, falar em recursos, prometeu retomar de forma acelerada o crescimento para os próximos cinco anos.

Com a concretização do negócio, a TIM e a Intelig detêm licenças de telefonia fixa que se sobrepõem, motivo pelo qual a Anatel determinará o prazo adequado para a solução desta sobreposição.

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