Negócios

Como a GenAI deve evoluir em 2024, na visão da Dell

Foco da IA generativa mudará da inovação para a otimização, com a discussão passando da teoria para a prática

A Dell Technologies divulgou nesta segunda-feira (4/12) suas Previsões para 2024, apresentadas por seu CTO Global, John Roese, durante coletiva online. Como não poderia deixar de ser, a inteligência artificial generativa (GenAI) foi o principal tema da conversa e o executivo apontou que essa tecnologia não vai sair do radar das corporações tão cedo.

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Roese destacou que a discussão sobre a GenAI passará da teoria para a prática com mudanças de infraestrutura de treinamento e custos para inferência e operação. Segundo ele, todas as empresas grandes já testaram ou até criaram sua própria GenAI. A maioria, no entanto, não criou um modelo original, mas adaptou e treinou um modelo já criado, o que acaba sendo mais barato.

Em 2024, a primeira onda de projetos empresariais de GenAI deverá atingir níveis de maturidade e, cada vez mais, o foco das empresas passará da experimentação geral para um foco estratégico específico, selecionando os poucos projetos de GenAI que podem ser realmente transformadores. Isso porque não há recursos para fazer 300 projetos de GenAI diferentes. “As empresas vão selecionar seu desafio principal para fazer uma GenAI que resolva o problema”, destacou.

Roese também aponta que há categorias diferentes de casos de uso de IA generativa, sendo que a primeira uma é simples adoção dos serviços públicos, como o ChatGPT. A segunda categoria já é mais difícil, precisa de mais infraestrutura para treinar e criar modelos próprios para cada negócio. O CTO sugere adaptar modelos pré-existentes para diminuir a necessidade de infraestrutura de TI.

Olhando mais adiante no futuro, Roese destacou que a computação quântica lida com o importante problema de demanda extrema de recursos computacionais exigidos para a GenAI e para a maioria da IA em grande escala. Ele antecipa que a computação quântica gerará um grande salto na habilidade dos sistemas de inteligência artificial. A base computacional da IA moderna acabará se tornando um sistema quântico híbrido em que o trabalho de IA é distribuído em um conjunto de arquiteturas de computação diversas, incluindo unidades de processamento quântico.

Regulamentação

Sobre regulamentação, as expectativas são de que a União Europeia barre questões de privacidade, principalmente sobre uso dados privados e reconhecimento facial. Já o Reino Unido está mais aberto, enquanto os Estados Unidos têm visão diferente para uso militar em comparação com o privado. “As empresas vão ter que ficar atentas porque a regulamentação não deverá ser convergente. Por outro lado, também deve se tornar mais segura”, disse.

“Embora a GenAI tenha gerado ideias incrivelmente criativas de como ela transformará os negócios e o mundo, existem poucas atividades de GenAI em escala no mundo real. Em 2024, veremos a primeira onda de projetos empresariais de GenAI atingir níveis de maturidade que destacarão importantes dimensões da GenAI que ainda não foram compreendidas nessas fases iniciais”, afirmou Roese.

GenAI regionalmente

Na América Latina, tivemos um grande crescimento das oportunidades para implantação de IA, graças a uma abertura geral à tecnologia e a um forte sentido de experimentação. O presidente da Dell na América Latina, Luis Gonçalves, destacou os resultados recentes do estudo do Dell Innovation Index, que mostraram que as empresas regionais enxergam claramente o poder da tecnologia para possibilitar a inovação e as consequências de ficar para trás.

No Brasil, 97% das organizações está ativamente buscando tecnologias transformadoras para atingir suas metas de inovação. Outro dado aponta que 68% dos clientes entrevistados estão pensando em usar nuvem e infraestrutura própria para criar sua própria inteligência artificial generativa.

 

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