Segurança

Como deve ser a cibersegurança no metaverso?

É de se notar que há muita animação para a chegada do metaverso. As empresas, desde o início de 2021, já começaram a investir forte no setor tecnológico para trazer a essa nova realidade virtual um pedaço do mundo real – ao menos no que tange ao varejo eletrônico.

 

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E, à primeira vista, o saldo parece muito positivo: a usabilidade do metaverso tem tudo para trazer inovações tecnológicas incríveis ao usuário, como um verdadeiro mundo imersivo à distância de um óculos de realidade virtual aumentada. Mas também tem um problema: como fica a segurança do consumidor nesse novo universo?

Se hoje a maior parte das nossas ações diárias já gera uma série de dados – uma simples busca no Google, pergunta à Alexa, uso de nuvem para armazenar arquivos e até mesmo a nossa localização, gravada pelo celular – que, muitas vezes, já estão vulneráveis, como será no metaverso, que vai literalmente rastrear cada movimento feito dentro dele?

Cibersegurança será fundamental na estruturação do metaverso

Hoje, no mundo real, já existe uma série de marcos jurídicos que garantem a segurança do usuário na internet. Ainda que nem todos eles sejam tão eficientes, a ver pela quantidade anual de novos golpes e fraudes, esse cenário promete mudanças, em especial com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), regulada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

A partir deste ano, a LGPD passou a multar empresas que não cumprem seus requisitos – uma grande vitória para os usuários. Boa parte dos vazamentos de grandes empresas – o escândalo do Facebook é um bom exemplo – gerou uma série de problemas aos brasileiros, e isso tende a mudar.

No metaverso, esse cuidado com a proteção e privacidade dos dados será ainda mais importante, sobretudo com os avatares, nossa maneira de existência dentro do novo universo digital.

Segurança financeira e roubo de identidade

Entre os riscos, destacam-se as fraudes financeiras e os possíveis roubos de identidade a partir dos avatares. Eis o motivo: no metaverso, espera-se que todos os processos sejam digitais, e a economia entra nessa perspectiva. O principal ativo dentro dessa realidade virtual serão as criptomoedas, e, para garantir o máximo de segurança, a construção do metaverso precisará de rígidas regulamentações, bem como sistemas de segurança parrudos, para manter os ativos seguros e livres de fraudes.

Já sobre o roubo de identidade a cibersegurança terá de ser vigorosa: incluir maneiras de um usuário provar que é ele mesmo quem opera um determinado avatar é fundamental para evitar a falsidade ideológica. Isso inclui verificações em diversos dispositivos, tanto em smartphones, smartwatches e tablets quanto em notebooks e computadores. Essa “prova” também terá que ser recorrente, de acordo com as regras de segurança do ambiente digital.

Vale destacar que o metaverso ainda está longe de ficar pronto, e boa parte das empresas de cibersegurança já se prepara para trazer soluções inteligentes e inovadoras para a proteção dos usuários nesse novo universo. Por enquanto, vale levar em consideração as recomendações de segurança para tráfego na internet, com senhas, bancos, redes sociais e demais atividades cibernéticas.

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